Comparação do uso de vesículas extracelulares de células tronco mesenquimais, células tronco e plasma rico em plaquetas, na cicatrização por segunda intenção de feridas em dorso e membros de equinos.
Palavras chaves: Pele, Terapia celular, Secretoma, Autólogo.
Feridas de pele em equinos representam grande porcentagem dentro das principais afecções dessa espécie em todo o mundo. Mesmo com os avanços das pesquisas relacionadas a tratamentos, ainda se encontra um desafio relevante no padrão cicatricial nas diversas partes do corpo dos equinos que geram necessidade de adaptação na abordagem terapêutica. Diante desse contexto, foram realizadas duas feridas em cada antímero do dorso, medindo 4x4 cm, e nas duas laterais dos metacarpos, medindo 2x2 cm de seis equinos com o intuito de avaliar o padrão cicatricial de quatro tratamentos aplicados no dia 3 da ferida: células-tronco mesenquimais (CT), vesículas extracelulares de células-tronco mesenquimais (VEC), plasma rico em plaquetas (PRP) e um grupo controle (GC). Todas as feridas foram avaliadas semanalmente (D0, D3, D7, D14, D21 e D28) quanto a seu aspecto macroscópico, histopatológico, termográfico e de sua área e taxa de contração. Houve diferença estatística nos grupos CT e VEC apenas na avaliação termográfica nas bordas e ao redor das bordas das feridas dos membros, indicando maior temperatura em D7. Nos demais parâmetros avaliados, não houve diferença significativa entre os grupos, porém, houve diferença num mesmo grupo durante o tempo avaliado. Portanto, em dorso, CT apresentou melhor resultado na taxa de contração enquanto nos membros não houve tratamento que se destacou devido ao tecido de granulação exuberante (TGE) em diferentes fases da cicatrização que se formou. Mesmo com as diferenças encontradas nas condições do projeto, todos os tratamentos seguiram padrões de cicatrização semelhantes no dorso e com dificuldade de cicatrização nos membros devido ao TGE. PRP se mostrou mais eficiente com epitelização sendo formada em D14 no dorso enquanto VEC prolongou o período inflamatório das feridas dessas feridas e teve sua epitelização iniciada apenas em D21.