Banca de DEFESA: LILIANE GARCIA RUFINO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LILIANE GARCIA RUFINO
DATA : 12/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Faculdade de Ciências da Saúde
TÍTULO:

FATORES ASSOCIADOS A EVENTOS ADVERSOS NÃO GRAVES SUPOSTAMENTE ATRIBUÍVEIS ÀS VACINAS DA COVID-19 EM PROFISSIONAIS DE SAÚDE NO BRASIL: UMA ANÁLISE DA COORTE SEVACOV-PRO

 


PALAVRAS-CHAVES:

Vacinas contra COVID-19; Profissionais de Saúde; ESAVI; Evidência de Mundo Real; Farmacovigilância


PÁGINAS: 87
RESUMO:

 

Este estudo observacional retrospectivo examinou fatores associados a Eventos Adversos não graves Supostamente Atribuíveis às Vacinas contra COVID-19 (ESAVI não graves) em 5.031 profissionais de saúde brasileiros da coorte multicêntrica SEVACOV-PRO. Foram analisadas 14.772 administrações de vacinas contra COVID-19 de diferentes plataformas tecnológicas (vírus inativado, vetor viral e mRNA). A ocorrência geral de ESAVI não graves foi de 79,2% entre os participantes e 55,4% por dose administrada. Através de regressão logística multivariada estratificada por dose, foi identificada a plataforma vacinal como principal preditor independente, com a Janssen apresentando a maior magnitude de associação (aOR 5,93; p<0,001) na dose 4, seguida pela AstraZeneca (aOR 3,35) e Pfizer (aOR 2,35), comparadas à CoronaVac como referência. Fatores sociodemográficos também permaneceram associados: idade apresentou efeito protetor (redução de 16-23% de risco por década; p<0,001) e sexo masculino reduziu o risco em 40-50% (p<0,001). A análise por perfis clínicos de ESAVI demonstrou que as diferentes plataformas tecnológicas mantem padrões reatogênicos distintos: vacinas de vetor viral (AstraZeneca e Janssen) demonstraram maior força de associação com ESAVI sistêmicos, sobretudo relacionados aos perfis de cefaleia e musculoesquelético, enquanto a plataforma de vírus inativado (CoronaVac) apresentou menor associação com dor no local da injeção (32,3%), comparada ao Pfizer (68,1%), Janssen (70,3%) e AstraZeneca (58,6%). A CoronaVac manteve o menor perfil de reatogenicidade em todos os perfis analisados. Conclusão: A plataforma tecnológica vacinal demonstrou ser o preditor independente de maior magnitude de associação para a ocorrência de ESAVI não graves, sobrepondo-se à influência das covariáveis sociodemográficas e clínicas, que atuaram como covariáveis sociodemográficas e clínicas do desfecho. Estes achados reforçam a relevância da farmacovigilância ativa em estudos de efetividade e segurança em vida real (Real-World Evidence), instrumentalizando a gestão em saúde com dados robustos para o aprimoramento da comunicação de risco e para a mitigação da hesitação vacinal no contexto nacional.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2937927 - DJANE BRAZ DUARTE
Interna - 3041905 - INGRID FERREIRA METZGER
Interno - 1840722 - MAURO NISKIER SANCHEZ
Externo à Instituição - Henrique Rodrigues de Oliveira - MS
Notícia cadastrada em: 20/01/2026 23:00
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