Banca de DEFESA: JANE ALMEIDA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JANE ALMEIDA
DATA : 06/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Universidade de Brasília
TÍTULO:

EXCREÇÃO URINÁRIA DE CREATININA E SUA RELAÇÃO COM MASSA E FUNÇÃO MUSCULAR EM MULHERES NO PÓS-OPERATÓRIO TARDIO DE CIRURGIA BARIÁTRICA E METABÓLICA


PALAVRAS-CHAVES:

Cirurgia bariátrica e metabólica; excreção urinária de creatinina; índice creatinina altura; massa muscular; função muscular


PÁGINAS: 100
RESUMO:

Introdução: A Cirurgia Bariátrica e Metabólica (CBM) é o tratamento de referência para obesidade grave, mas implica risco de perda de massa e função muscular. A taxa de excreção urinária de creatinina (EUC) é um marcador robusto e acessível para estimar a massa muscular. No entanto, sua associação com a função muscular no pós-CBM permanece incerta. Objetivo: Investigar a associação entre a EUC e o percentual do índice creatinina altura (%ICA) com a massa e a função muscular no pós-operatório de médio a longo prazo da CBM. Metodologia: Trata-se de uma análise transversal da linha de base de dois ensaios clínicos que avaliaram pessoas adultas submetidas à CBM há mais de 24 meses. Foram coletados dados sociodemográficos; consumo proteico; antropometria; e composição corporal por bioimpedância multifreqüencial (BIA) para estimativa da massa muscular esquelética (MME). A função muscular foi mensurada pela força de preensão manual (FPM) e pelo teste Timed Up-and-Go (TUG). A EUC foi obtida pela coleta de urina de 24 horas, e o %ICA foi calculado. Os participantes foram avaliados a partir dos tercis de EUC e de MME/altura². As análises de regressão linear múltipla foram conduzidas para determinar a associação entre os marcadores de creatinina e os desfechos musculares, com ajuste para idade, tempo de pós-operatório e consumo usual de proteína. Resultados: Foram avaliadas 129 mulheres (41,0±8,2 anos; 4,1±1,5 anos após a cirurgia; IMC 28.5±4.5kg/m2). A análise por tercis de EUC revelou que os participantes no menor tercil de EUC (T1) apresentaram consistentemente a menor MME e a menor FPM absoluta (p<0.001, p=0.002, respectivamente). O mesmo padrão foi observado na análise por tercis de MME/altura². Em modelos bivariados e multivariados, tanto a EUC quanto o %ICA demonstraram associações positivas e consistentes com todas as variáveis de massa muscular (p<0,001). Mais notavelmente, a EUC foi identificada como um preditor independente e significativo da FPM absoluta (coeficiente β não padronizado = 0,65; IC 95%: 0,35-0,95; p<0,001). Contudo, nem a EUC, nem o %ICA predisseram as métricas de força relativa (FPM/IMC ou FPM/peso) ou o desempenho no teste TUG. Conclusões: Este estudo destaca a EUC como um biomarcador robusto, acessível e não invasivo associado à massa muscular esquelética e à força muscular absoluta no pós-operatório de médio a longo prazo da CBM. Os resultados enfatizam a utilidade da EUC como uma ferramenta complementar para o monitoramento da saúde muscular, que pode ser incorporada aos protocolos de acompanhamento pós-CBM.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1123194 - KENIA MARA BAIOCCHI DE CARVALHO
Interna - 1263988 - PATRICIA DE FRAGAS HINNIG
Externa ao Programa - 2329402 - ANGELICA AMORIM AMATO - UnBExterna à Instituição - ELIANE LOPES ROSADO - UFRJ
Notícia cadastrada em: 19/12/2025 09:48
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