Banca de DEFESA: THAIS MUNIZ MONTALVAO SOUSA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : THAIS MUNIZ MONTALVAO SOUSA
DATA : 31/03/2026
HORA: 14:30
LOCAL: link a definir
TÍTULO:

“Status de vitamina D, lactato desidrogenase, saúde musculoesquelética e toxicidade à quimioterapia em mulheres com câncer de mama inicial."


PALAVRAS-CHAVES:

“câncer de mama; vitamina D; sarcopenia; saúde musculoesquelética; lactato desidrogenase; toxicidade à quimioterapia.”


PÁGINAS: 1000
RESUMO:

“Introdução: o câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente em mulheres no Brasil e no mundo, com projeção de aumento expressivo nas próximas décadas. Evidências científicas indicam elevada prevalência de insuficiência de vitamina D em mulheres com câncer de mama, além de associações com pior prognóstico, menor resposta ao tratamento e maior mortalidade. A deficiência de vitamina D também pode comprometer a saúde musculoesquelética, contribuindo para o desenvolvimento da sarcopenia, condição caracterizada pela redução da força e da massa muscular, a qual tem sido associada à maior toxicidade à quimioterapia. Além disso, a lactato desidrogenase (LDH) emerge como um marcador tumoral com potencial valor prognóstico e preditivo de resposta terapêutica, porém sua relação com o status de vitamina D ainda é pouco explorada no câncer de mama. Objetivo: analisar o impacto da saúde musculoesquelética, do status de vitamina D e dos níveis séricos de LDH na toxicidade à quimioterapia em mulheres com câncer de mama inicial. Metodologia: foram realizados dois estudos observacionais: o primeiro transversal e o segundo de coorte, ambos unicêntrico, realizados com mulheres entre 18 e 65 anos, diagnosticadas com câncer de mama em estágios I a III, antes do início do tratamento clínico. As participantes foram recrutadas na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia e no ambulatório de mastologia do Hospital Universitário de Brasília, entre janeiro de 2023 e junho de 2024. Foram avaliados os níveis séricos de 25- hidroxivitamina D [25(OH)D] e de LDH, parâmetros antropométricos, composição corporal por absortometria por dupla emissão de raios X (DEXA), força muscular por dinamometria manual e teste de sentar e levantar, e performance física por meio do teste Timed Up and Go (TUG) e teste de caminhada. A sarcopenia foi classificada de acordo com os critérios do Consenso Europeu atualizado. Os dados de toxicidade à quimioterapia foram coletados pelo período de seis meses em prontuário eletrônico, registrados pela equipe médica, conforme Os Critérios Comuns de Terminologia para Eventos Adversos (CTCAE). As análises estatísticas incluíram testes bivariados e modelos multivariáveis, considerando nível de significância de 5%. Resultados: Observou-se elevada prevalência de insuficiência de vitamina D (54,7%) na amostra (n=53). Não foram identificadas associações entre o status de vitamina D e sarcopenia ou seus componentes. Verificou-se associação inversa significativa entre os níveis séricos de vitamina D e LDH (r=-0,338, p=0,017), mantida após ajuste para o estado menopausal (Exp(B)=0,992, IC95% 0,987-0,996, p<0,001). No estudo de coorte (n=37), as toxicidades mais frequentes foram náuseas (43,24%), neuropatia periférica (43,24%) e astenia (29,72%). A idade associou-se de forma independente à neuropatia periférica (OR=1,156, IC95% 1,028-1,300, p=0,015). Maior massa muscular livre de gordura não óssea relativa esteve associada a maior chance de náuseas (OR=3,96, IC95% 1,2-13,16, p=0,024) e náuseas/vômitos (OR=3,524, IC95% 1,109-11,199, p=0,033), enquanto maior percentual de gordura mostrou efeito protetor para essas toxicidades (OR=0,83, IC95% 0,71-0,97, p=0,021, OR=0,839, IC95% 0,721-0,977, p=0,024, respectivamente). Níveis mais elevados de vitamina D associaram-se de forma independente a menor chance de fadiga/astenia (OR=0,866, IC95% 0,754-0,995, p=0,042). Mulheres com menos de seis efeitos adversos tinham maior percentual de gordura (p=0,003), maior força absoluta (p=0,008), eram mais rápidas no TUG (p=0,007) e tinham maiores níveis séricos de vitamina D (p=0,012). Conclusão: Em mulheres com câncer de mama inicial, o status de vitamina D não se associou à saúde musculoesquelética antes do início do tratamento clínico; entretanto, níveis mais elevados de vitamina D associaram-se inversamente à LDH, marcador indireto da atividade tumoral. A toxicidade quimioterápica mostrou-se multifatorial, com influência da idade e da composição corporal, destacando-se o papel da gordura corporal e da massa livre de gordura na ocorrência de toxicidades gastrointestinais. Além disso, maiores níveis séricos de vitamina D associaram-se a menor probabilidade de fadiga/astenia durante a quimioterapia. Adicionalmente, menor carga de eventos adversos esteve relacionada a maior reserva corporal e funcional e a níveis mais elevados de vitamina D. Esses achados reforçam a relevância do acompanhamento nutricional especializado desde o diagnóstico para melhora da saúde musculoesquelética e do monitoramento do status de vitamina D, como estratégias potenciais para melhor preparo das pacientes e manejo da toxicidade ao longo do tratamento quimioterápico.”


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - Rosilene de Lima Pinheiro - INCA
Externa ao Programa - 1562125 - ANDREA BARRETTO MOTOYAMA - nullExterno à Instituição - HEITOR SIQUEIRA RIBEIRO - UFS
Interna - 2564849 - NATHALIA MARCOLINI PELUCIO PIZATO
Presidente - 1794344 - RICARDO MORENO LIMA
Notícia cadastrada em: 09/02/2026 12:05
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