Banca de DEFESA: MAYSA SIQUEIRA OLIVEIRA PINHEIRO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MAYSA SIQUEIRA OLIVEIRA PINHEIRO
DATA : 01/09/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Platafomr Google Meet
TÍTULO:

Bloqueios de nervos periféricos versus tratamento farmacológico para enxaqueca refratária: uma revisão sistemática e metanálise.


PALAVRAS-CHAVES:

“Enxaqueca; Enxaqueca Refratária; Enxaqueca Crônica; Bloqueio de Nervos Periféricos; Bloqueio do Nervo Occipital; Tratamento Farmacológico; Revisão sistemática; Metanálise”


PÁGINAS: 100
RESUMO:

A migrânea é um distúrbio neurológico primário altamente prevalente, afetando cerca de 1,16 bilhão de pessoas no mundo e configurando-se como a segunda causa mais comum de incapacidade global. Um subgrupo de pacientes evolui para migrânea crônica ou refratária, com resposta insuficiente à profilaxia farmacológica padrão. Os bloqueios de nervo periférico (nervo occipital maior, occipital menor, supratroclear, zigomático-temporal ou auriculotemporal) surgem como alternativa minimamente invasiva, mas revisões sistemáticas anteriores compararam essa intervenção majoritariamente a placebo, sem foco específico na população refratária nem comparação direta com tratamento farmacológico. A presente revisão sistemática e metanálise foi conduzida conforme as diretrizes PRISMA, com protocolo registrado no PROSPERO. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados (paralelos e crossover) e estudos observacionais que avaliaram bloqueio de nervo periférico em adultos com migrânea crônica, episódica de alta frequência ou refratária. O risco de viés foi avaliado pelas ferramentas RoB 2 (estudos randomizados). Os desfechos contínuos foram sintetizados por diferença de médias, com modelo de efeitos fixos. Foram incluídos 11 estudos, originários de 6 diferentes países, compreendendo 9 ensaios randomizados paralelos, 2 estudos cross-over. Foi preservada a homogeneidade do formato de estudo e desenho para análise de resultados dentre eles. Na comparação entre o grupo submetido ao bloqueio e um grupo controle independente, observou-se redução média de 3,25 pontos na escala de dor (IC95%: -3,50 a -3,00) e de 5,64 dias de migrânea por mês (IC95%: -7,45 a -3,84), ambos estatisticamente significantes. Na comparação intrapaciente (pós-intervenção versus período basal), observou-se redução média de 3,70 pontos na escala de dor e de 9,98 dias de migrânea por mês, também estatisticamente significantes. A heterogeneidade estatística foi elevada em todas as análises (I² entre 93,55% e 96,97%). Os achados sugerem que o bloqueio de nervo periférico está associado a redução clinicamente relevante da dor e da frequência de crises de migrânea, tanto em comparação a grupo controle quanto ao próprio período basal. Contudo, a elevada heterogeneidade estatística observada e a escassez de estudos com comparador farmacológico genuíno limitam a força dessas conclusões, sendo necessária avaliação da certeza da evidência (GRADE) e discussão aprofundada das limitações metodológicas identificadas.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ADRIANA FERREIRA BARROS AREAL - ESCS
Externo à Instituição - Dilson Palhares Ferreira - SESDF
Presidente - ***.645.631-** - FABIO FERREIRA AMORIM - ESCS
Interno - ***.580.591-** - FRANCISCO DE ASSIS ROCHA NEVES - UNIFESP
Notícia cadastrada em: 24/08/2026 09:31
SIGAA | Secretaria de Tecnologia da Informação - STI - (61) 3107-0102 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - app16.sigaa16