Banca de DEFESA: MIGUEL MESQUITA TAVARES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MIGUEL MESQUITA TAVARES
DATA : 05/10/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Plataforma Teams
TÍTULO:

Investigação do Mecanismo de Ação da D-Octovespina, um Peptídeo de Segunda Geração Bioinspirado em Peçonha de Vespa, como Candidato Neuroprotetor na Doença de Parkinson


PALAVRAS-CHAVES:

“Peptídeo, Vespas, Desenho racional, D-peptídeo, Doença de Parkinson, Neuroproteção, Mecanismo de ação”


PÁGINAS: 100
RESUMO:

“A Doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa mais prevalente globalmente, afetando cerca de 10 milhões de pessoas. Caracteriza-se, em sua expressão clínica motora, pela perda progressiva de neurônios dopaminérgicos na substância negra pars compacta (SNpc) e pela presença de inclusões citoplasmáticas denominadas corpos de Lewy, compostas principalmente pela proteína α-sinucleína (αSyn) conformada inadequadamente. A agregação da αSyn é tóxica aos neurônios, resultando em disfunção mitocondrial, ativação inflamatória e neurodegeneração. Atualmente, o tratamento da DP limita-se ao alívio sintomático, com ênfase na reposição de dopamina via Levodopa (L-dopa), cujo uso prolongado está associado a complicações motoras. Devido a essas limitações, esforços têm sido direcionados ao desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas, incluindo peptídeos bioativos capazes de inibir a formação ou promover a desagregação de fibrilas de αSyn. Este trabalho teve como objetivo principal avaliar o mecanismo de ação do peptídeo bioinspirado de segunda geração D-Octovespina como potencial candidato neuroprotetor para o tratamento da DP. Foram realizados ensaios de viabilidade celular pelo método MTT para avaliar a citotoxicidade da D-Octovespina em diferentes concentrações na linhagem de neuroblastoma humano SH-SY5Y, bem como para padronizar as concentrações citotóxicas da neurotoxina 6-hidroxidopamina (6-OHDA) e de agregados de αSyn, visando investigar o potencial neuroprotetor do peptídeo contra esses insultos, amplamente utilizados como modelos experimentais de DP. A D-Octovespina exibiu efeito neuroprotetor contra a 6-OHDA nas concentrações de 20 e 50 μM. Por outro lado, nos ensaios com agregados de αSyn, observou-se redução da viabilidade celular, sugerindo que o peptídeo pode interagir com os agregados e favorecer conformações mais citotóxicas. Um ensaio de competição heteróloga em receptores dopaminérgicos, utilizando dopamina radiomarcada com trítio, revelou que o peptídeo exerce efeito modulador alostérico sobre esses receptores na maior concentração testada (1 mM), observou-se um aumento de 500% na ligação máxima da dopamina radiomarcada em relação ao controle. Adicionalmente, ensaios de eletrofisiologia por patch clamp na configuração whole-cell foram realizados para avaliar o efeito da D-Octovespina (50 μM) sobre correntes de canais de cálcio CaV1.2 em células HEK293T com superexpressão desses canais, entretanto, nenhuma alteração significativa foi observada. Em conjunto, os resultados sugerem que a D-Octovespina possui atividade neuroprotetora contra insultos oxidativos e efeito modulador alostérico sobre receptores dopaminérgicos, embora sua interação com agregados de αSyn possa exacerbar a citotoxicidade, indicando a necessidade de testes in vivo para avaliação da sua capacidade terapêutica em um modelo animal da DP com metabolismo fisiológico completo.”


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CLEITON LOPES AGUIAR - USP
Externa à Instituição - LISSIANA MAGNA VASCONCELOS AGUIAR - UFC
Presidente - 2567703 - MARCIA RENATA MORTARI
Externa ao Programa - 3525754 - RAYANNE POLETTI GUIMARAES - null
Notícia cadastrada em: 16/09/2026 11:15
SIGAA | Secretaria de Tecnologia da Informação - STI - (61) 3107-0102 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - app38.sigaa38