Estudo Químico e Biológico de uma Amaryllidaceae: Griffinia liboniana Morren
Griffinia liboniana; Amaryllidaceae; fitoquímica; alcaloides; atividade biológica.
“Espécies da família Amaryllidaceae são reconhecidas como fontes relevantes de metabólitos secundários bioativos, especialmente alcaloides isoquinolínicos, os quais apresentam diversas atividades biológicas de interesse farmacêutico. Griffinia liboniana Morren é uma espécie nativa da Mata Atlântica ainda pouco explorada sob o ponto de vista químico e biológico. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo investigar o perfil fitoquímico de extratos e frações obtidos a partir de diferentes órgãos vegetais de G. liboniana, bem como avaliar seu potencial biológico, integrando os dados químicos e biológicos de forma racional. A caracterização fitoquímica foi realizada por cromatografia líquida de alta eficiência acoplada à espectrometria de massas com ionização por eletrospray, permitindo a identificação tentativa de compostos majoritários, predominantemente compatíveis com alcaloides da família Amaryllidaceae. A partir da análise cromatográfica, observouse maior diversidade e intensidade relativa desses metabólitos nos extratos de folhas, o que direcionou as etapas de fracionamento, isolamento e purificação exclusivamente para esse órgão vegetal. Os compostos majoritários foram submetidos a procedimentos cromatográficos clássicos, resultando na obtenção de frações enriquecidas e compostos isolados, cuja caracterização estrutural preliminar foi conduzida por espectrometria de massas e ressonância magnética nuclear. A integração dos dados químicos com os ensaios biológicos demonstrou que os extratos e frações das folhas apresentaram atividades biológicas mais expressivas, sugerindo a participação dos alcaloides i nas respostas observadas, sem descartar possíveis efeitos sinérgicos entre os metabólitos presentes. Os resultados obtidos evidenciam o potencial químico e biológico de Griffinia liboniana, contribuindo para a ampliação do conhecimento científico sobre a espécie e reforçando a relevância da biodiversidade brasileira como fonte de compostos bioativos com interesse farmacêutico".