Banca de DEFESA: JOEL ANTONIO CORDEIRO DE ABREU

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JOEL ANTONIO CORDEIRO DE ABREU
DATA : 29/05/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de Reuniões 1 e https://teams.live.com/l/community/FAAp50c9D4r14xn7gI
TÍTULO:

L-Asparaginase II de Penicillium cerradense: da expressão heteróloga ao design computacional de variantes quiméricas com potencial imunogênico reduzido


PALAVRAS-CHAVES:

L-asparaginase, Penicillium cerradense, corpos de inclusão, renaturação proteica, design de quimeras


PÁGINAS: 100
RESUMO:

A L-asparaginase (L-ASNAse) é uma amidohidrolase, essencial no tratamento da leucemia linfoblástica aguda (LLA), atuando na depleção da asparagina plasmática para induzir a apoptose das células neoplásicas, as quais são dependentes deste aminoácido. Contudo, as enzimas clínicas atuais, derivadas de Escherichia coli e Dickeya dadantii, são limitadas pela alta imunogenicidade, o que impulsiona a busca por novas fontes e o design de variantes menos imunogênicas. Este trabalho teve como objetivo a expressão heteróloga da L-ASNase II de Penicillium cerradense e o desenvolvimento de variantes quiméricas com potencial imunogênico reduzido via engenharia computacional. Para expressão, células de E. coli BL21(DE3) foram transformadas com o vetor pET-28a_L-ASNase_Pc, sendo avaliadas diferentes condições de cultivo, incluindo variações de temperatura, indutores e agentes osmolíticos. Os resultados indicaram que a enzima foi expressa majoritariamente de forma insolúvel, sugerindo limitações do sistema bacteriano para enovelmamento funcional desta enzima fúngica. Entretanto, após isolamento e solubilização dos corpos de inclusão, a atividade catalítica foi recuperada mediante processo de renaturação, nos quais, a presença de arginina e glicose, mostraram-se determinantes. Paralelamente, foram projetadas quimeras unindo estrutura da L-ASNase a fragmentos de proteínas humanas presentes no plasma. Esta estratégia permitiu a seleção de três variantes que apresentaram redução significativa de epítopos imunogênicos e preservação da arquitetura do sítio catalítico. Em conclusão, os resultados demonstraram que, embora a produção da enzima de P. cerradense em E. coli exija etapas de renaturação in vitro, a estratégia de engenharia quimérica é altamente promissora, fornecendo moléculas candidatas para o desenvolvimento de biofármacos mais seguros e eficazes para a terapia de LLA.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - MAURICIO JAVIER ZAMORANO MOSNAIM - UF
Externo à Instituição - ADALBERTO PESSOA JUNIOR - USP
Externa ao Programa - 2222088 - ELIANE FERREIRA NORONHA - nullPresidente - 1562111 - PEROLA DE OLIVEIRA MAGALHAES DIAS BATISTA
Interna - 1844214 - YRIS MARIA FONSECA BAZZO
Notícia cadastrada em: 07/05/2026 08:16
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