Banca de DEFESA: FELIPE MELO QUEIROZ

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : FELIPE MELO QUEIROZ
DATA : 31/07/2026
HORA: 15:30
LOCAL: Laboratório de Evidências e Estudos Farmacêuticos – UnB / Defesa de dissertação - Felipe Melo Queiro
TÍTULO:

COMUNICAÇÃO NA PRÁTICA FARMACÊUTICA HOSPITALAR: UMA AVALIAÇÃO DA
QUALIDADE METODOLÓGICA DE REVISÕES SISTEMÁTICAS E DOCUMENTOS DE
PRÁTICA CLÍNICA

 


PALAVRAS-CHAVES:

Comunicação em Saúde; Farmácia Hospitalar; Revisão Sistemática; Qualidade Metodológica.


PÁGINAS: 100
RESUMO:

A comunicação efetiva é fundamental para a segurança do paciente e a qualidade do
cuidado hospitalar. O farmacêutico clínico desempenha papel estratégico na equipe multiprofissional,
sendo essencial que a troca de informações seja clara e precisa para garantir farmacoterapia racional.
Entretanto, a implementação de serviços clínicos farmacêuticos deve fundamentar-se em evidências robustas e documentos diretivos com rigor metodológico. Objetivos: Avaliar a qualidade metodológica
de Documentos de Prática Clínica (DPCs) e Revisões Sistemáticas (RS) sobre comunicação aplicada à
prática farmacêutica hospitalar, abrangendo habilidades de comunicação, letramento em saúde,
linguagem simples e comunicação verbal e escrita.
Métodos: Conduziu-se revisão sistemática com avaliação de qualidade em duas frentes de evidência.
Realizaram-se buscas nas bases PubMed, Embase, Scopus, Web of Science e BVS, além de literatura
cinzenta, sem restrições de data ou idioma. A seleção foi realizada por pares independentes usando
estratégia PICO. A qualidade metodológica foi avaliada pelos instrumentos Appraisal of Guidelines for
Research and Evaluation II (AGREE II) para DPCs e A MeaSurement Tool to Assess Systematic
Reviews (AMSTAR II) para RS. A concordância entre avaliadores foi mensurada pelo índice Kappa de
Fleiss. Resultados: Incluíram-se 6 DPCs e 21 RS. Os DPCs apresentaram baixa qualidade metodológica
global pelo AGREE II, com o domínio "Rigor no Desenvolvimento" obtendo as menores pontuações
(média: 29%). Apenas dois DPCs (33%) foram recomendados, um com modificações. Das RS avaliadas
pelo AMSTAR II, 76% (16/21) apresentaram confiança criticamente baixa, com falhas em itens críticos
como registro de protocolo e justificativa de exclusões. Apesar das fragilidades metodológicas, as
recomendações qualitativas convergiram para a importância da empatia, adaptação da linguagem e uso
de tecnologias. Observou-se escassez de documentos específicos para a atuação farmacêutica.
Conclusão: A evidência disponível sobre comunicação na prática farmacêutica hospitalar apresenta
fragilidades metodológicas significativas. Há necessidade urgente de desenvolver
DPCs e conduzir RS com maior rigor metodológico, especificamente desenhados para o contexto
farmacêutico, visando maior segurança e efetividade na implementação de serviços clínicos focados em
comunicação em saúde.

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1012620 - RAFAEL SANTOS SANTANA
Interno - 3028331 - RODRIGO FONSECA LIMA
Externa ao Programa - 1065067 - KATARINNE LIMA MORAES - UnBExterna à Instituição - BARBARA MANUELLA CARDOSO SODRE ALVES - UNIFG
Notícia cadastrada em: 13/07/2026 14:51
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