Anestesia total intravenosa com propofol associada ou não ao remifentanil em Jabutis-Piranga (chelonoids carbonaria).
Anestesia em testudines; Chelonoidis carbonaria; Remifentanil; Propofol; Anestesia total intravenosa (TIVA); Ecocardiografia.
O remifentanil, um opioide agonista µ de ação ultracurta amplamente utilizado como adjuvante anestésico, pode reduzir requerimentos anestésicos, porém com potenciais repercussões cardiovasculares que precisam ser caracterizadas em diferentes espécies. O objetivo do presente trabalho foi comparar, em jabutis (Chelonoidis carbonaria), o desempenho anestésico e a estabilidade transanestésica entre protocolos de anestesia total intravenosa (TIVA) com propofol associado ou não ao remifentanil. Doze animais foram distribuídos em dois grupos (n=6/grupo). No grupo com a associação, o remifentanil foi administrado em infusão contínua (CRI) em taxa fixa de 10 µg/kg/h. Durante a manutenção, foram registrados parâmetros clínicos (frequência respiratória, EtCO₂, temperatura, frequência cardíaca e escore de profundidade anestésica) e a taxa de infusão de propofol necessária para manutenção anestésica, além de marcos temporais de indução, extubação, liberação anestésica e intervalo entre extubação e liberação. Paralelamente, foi realizada avaliação ecocardiográfica seriada transanestésica. As comparações entre grupos foram conduzidas por teste de Mann-Whitney (p<0,05). Os resultados demonstraram que não houve diferença estatística entre os grupos 1 e 2 para os tempos anestésicos, parâmetros clínicos avaliados e taxa de infusão necessária para manutenção anestésica, indicando titulação e estabilidade semelhantes entre os protocolos. Do mesmo modo, a avaliação ecocardiográfica não evidenciou diferenças estatísticas entre grupos nas variáveis analisadas. Nas condições do estudo, a associação do remifentanil em CRI não alterou o requerimento anestésico geral, parâmetros clínicos e cardiovasculares quando comparado ao protocolo com propofol isolado.