Redes de lutas e reexistências das mulheres negras Sem Terra em Planaltina (DF)
Mulheres negras camponesas; Ancestralidade; Território negro camponês; Memória; Sem Terra
Este projeto busca compreender, junto às mulheres negras da Reforma Agrária do MST em Planaltina (DF), como definem seus territórios enquanto ambientes negros camponeses, considerando suas redes de luta e relações de gênero e raça na construção do vínculo com o assentamento ou acampamento. O intuito é compreender as mulheres negras Sem Terra como protagonistas e intérpretes das múltiplas faces do rural brasileiro, um espaço em que elas sempre estiveram presentes, mas do qual a
história dita “oficial” sistematicamente nunca as contemplou. Para isso, esta pesquisa de doutorado adota
os aportes teórico-metodológicos da Escrevivência, de Conceição Evaristo (2020) e das Afrografias da
Memória, de Leda Maria Martins (2021), evocando seus saberes e os modos como se relacionam com
seus territórios. Trata-se de uma pesquisa com perspectiva interseccional, permeada pela oralidade e
ancestralidade das mulheres negras Sem Terra.