Brasília: mobilidade urbana e segregação socioespacial no cotidiano dos graduandos e graduandas da UnB do campus Darcy Ribeiro
Universidade de Brasília; Estudantes; Distrito Federal; Mobilidade Urbana; Segregação Socioespacial
Este trabalho se dedica à investigação da mobilidade juvenil universitária no espaço urbano da metrópole brasiliense. Nosso olhar analítico está voltado para as trajetórias dos discentes de graduação da Universidade de Brasília (UnB), do campus Darcy Ribeiro. Localizado na Asa Norte, uma das áreas do Plano Piloto, esse campus possui alunos de diversas Regiões Administrativas do Distrito Federal e de sua respectiva periferia metropolitana, além de abrigar uma pluralidade de cursos de graduação, de vastas áreas do conhecimento. Temos como principal problema de investigação: como os/as estudantes de graduação da UnB, do campus Darcy Ribeiro, experienciam a mobilidade urbana e são afetados pela segregação socioespacial das Regiões Administrativas para com Brasília? Residentes de uma cidade projetada para os carros, os graduandos e graduandas verificam no seu cotidiano o peso da mobilidade espacial motorizada no trajeto casa-universidade e vice-versa, especialmente aqueles que residem distante da UnB e dependem de transporte público. Objetivamos analisar as influências das dinâmicas socioespaciais nas trajetórias estudantis e como o espaço físico afeta o ato de ir e vir diariamente desse grupo de indivíduos. Em outras palavras, investigamos como os graduandos (as) se locomovem pela capital modernista brasileira com destino à casa, ao trabalho e especialmente à universidade. Para cumprir com os propósitos deste estudo, efetuamos uma pesquisa quali-quanti, fazendo uso de três técnicas de pesquisa: análise documental, aplicação de questionários (online) e entrevistas semiestruturadas. Utilizamos diferentes ferramentas metodológicas para compreender e descrever de maneira mais acurada o fenômeno da mobilidade urbana experienciada pelos discentes de graduação. Os resultados da investigação indicam que a inter-relação entre cidade de moradia e deslocamento espacial afeta a disponibilidade de tempo, a dedicação às atividades acadêmicas, a organização da grade curricular, a vivência universitária e o lazer. Verificou-se que, quanto maior o tempo gasto nos deslocamentos, mais intensos são os impactos (negativos) sobre a vida cotidiana dos alunos.