Banca de DEFESA: VINÍCIUS WAGNER DE SOUSA MAIA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VINÍCIUS WAGNER DE SOUSA MAIA
DATA : 29/09/2026
HORA: 09:30
LOCAL: https://teams.microsoft.com/meet/275439155662463?p=3OyxDthC3R7IU0ckne
TÍTULO:

QUEER ACHADO NA ENCRUZA: CORPOS TRANS E TRANSFOBIA NA PERCEPÇÃO TRANSPARENTAL


PALAVRAS-CHAVES:

Direitos Humanos; Transparentalidade; Queer; Transfobia; Violência.

 

PÁGINAS: 295
RESUMO:

Esta pesquisa investigou biografias e trajetórias sobre mudança de gênero em relações transparentais, envolvendo pais, mães e responsáveis por pessoas trans. Problema: O problema central reside no fato de que pessoas trans estão entre os grupos que mais sofrem violências em suas múltiplas manifestações, situação que inevitavelmente impacta também seus núcleos familiares. Objetivo: buscou-se identificar estruturas que subjazem às narrativas. Referencial teórico: o referencial teórico proporcionou as condições para compreensão das estruturas que subjazem às narrativas de pais, mães e responsáveis por pessoas trans, revelando estruturas e trajetórias no nível documentário. Método: A pesquisa se baseou em entrevistas narrativas, além de outras fontes de dados, que foram transcritas e submetidas à análise. A análise desses dados possibilitou identificar os pontos de convergência e as contradições que configuram a encruzilhada em que vivem pessoas trans e seus familiares. A base teórico metodológica se ancorou no método de entrevista narrativa desenvolvido por Fritz Schütze. Resultados: A pesquisa demonstrou como a transexistência repercute nas relações transparentais de pais, mães e responsáveis por pessoas trans. A transparentalidade é uma trajetória de sofrimento biograficamente compartilhada. A superação da trajetória de sofrimento exige metamorfose criativa, que pode ser individual ou coletivamente assistida. A transparentalidade pode desencadear uma metamorfose política da identidade, na qual o sofrimento individual se converte em ação coletiva. O ponto comum que uniu todas as mães, o pai e a pessoa trans entrevistados foi a experiência da ruptura biográfica, a constatação de que o curso de vida planejado, com suas expectativas de gênero, carreira e família, foi interrompido por uma força que não pôde ser controlada, apenas elaborada. Tais elementos desencadearam um processo de luto que não pôde ser verbalizado. A diferença entre os casos residiu na capacidade de transformar essa ruptura em recurso. Recurso para o autoconhecimento, para o fortalecimento dos vínculos familiares e, no limite, para a ação política coletiva. A teoria proposta, trajetória de sofrimento biograficamente compartilhada, busca capturar essa unidade na diversidade, oferecendo um modelo interpretativo que possa orientar tanto futuras pesquisas quanto práticas de acolhimento a famílias em situação semelhante.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ELIZEU CLEMENTINO DE SOUZA - UNEB
Externo à Instituição - GILSON XAVIER DE AZEVEDO - UEG
Externo à Instituição - HEITOR DE CARVALHO PAGLIARO - UFG
Presidente - 2414166 - RODRIGO MATOS DE SOUZA
Interna - 2673303 - SINARA POLLOM ZARDO
Notícia cadastrada em: 21/08/2026 14:59
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