PPGHIS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA DEPTO HISTÓRIA Telefone/Ramal: Não informado https://www.unb.br/pos-graduacao

Banca de DEFESA: DANIELA OLIVEIRA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DANIELA OLIVEIRA DA SILVA
DATA : 10/06/2026
HORA: 14:15
LOCAL: on-line
TÍTULO:

A fabulação crítica diante da sobrevida da escravidão: uma aproximação à proposta historiográfica de Saidiya Hartman


PALAVRAS-CHAVES:

escravidão; escrita da história; Saidiya Hartman; sobrevida da escravidão; fabulação crítica.


PÁGINAS: 101
RESUMO:

Este trabalho buscou investigar como a escrita historiográfica de Saidiya Hartman na obra Perder a Mãe: uma jornada pela rota atlântica da escravidão (2021) se compõe enquanto um exercício de “fabulação crítica”, como resposta ao que a autora chama de “sobrevida da escravidão”. Tendo como fontes essa obra e os artigos Tempo da Escravidão (2020), Vênus em dois atos (2020) e Intimate History, Radical Narrative (2020), da mesma autora, objetivou-se aqui ampliar o conhecimento sobre o conceito de sobrevida da escravidão, investigando por que e como Hartman narra a história da escravidão a partir de uma relação de contemporaneidade com as experiências dos e das escravizadas, desenvolvendo assim uma categoria analítica e disruptiva de tempo. Quando antes e agora coexistem, o problema de pesquisa se coloca também em entender por que Saidiya Hartman procura distender os protocolos da disciplina histórica e fazer uso da imaginação radical para criar o método historiográfico que, posteriormente, nomeou de fabulação crítica. Ao se utilizar, na elaboração da narrativa, do modo verbal subjuntivo para pensar não somente o que aconteceu e como, mas também o que poderia ter acontecido, ter sido dito ou ter sido feito pelos e pelas escravizadas, Hartman se pôs, na sua escrita, com e contra a violência do arquivo e assumiu, explicitamente, uma relação entre escrita da história e ficcionalização. Ademais, a fabulação crítica também é considerada aqui como uma ferramenta teórica e crítica de “reflexão indisciplinar” sobre a prática de escrita da história. Por fim, argumenta-se, neste trabalho, que a historiadora afroestadunidense orientou sua escrita por uma implicação estético-afetiva nas histórias que elaborou, enquanto descendente de pessoas escravizadas, contribuindo para uma historiografia mais intervencionista diante das “vidas póstumas da escravidão”.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ALLAN KARDEC DA SILVA PEREIRA - UFFS
Externo à Instituição - HALLHANE MACHADO - UFG
Interna - 3305270 - MARILEA DE ALMEIDA
Presidente - 3289389 - TIAGO SANTOS ALMEIDA
Notícia cadastrada em: 27/05/2026 11:15
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