Vivência comunitária e rede de suporte social como aspectos de um envelhecimento saudável e participativo para pessoas com 80 anos ou mais
suporte social, pessoa com 80 anos ou mais, longevidade
O aumento da expectativa de vida é uma realidade no cotidiano brasileiro. No ano de 2023 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresenta um crescimento superior a 57% na longevidade da população. Desta maneira, é importante que o envelhecimento aconteça de maneira ativa e saudável incluindo a saúde física, psicológica e social do sujeito, para isso um recurso importante para qualidade de vida é a interação social por meio de grupos, coletivos e vivências sociais, em que podem ser compartilhadas e experienciados momentos em pares e trocas. O objetivo deste estudo é compreender como a participação de pessoas idosas na comunidade, espaços e movimentos sociais interfere na construção de rede de suporte social, compreendendo como as redes podem ser fortalecidas e criadas a partir dessas vivências e como fortalecer o envelhecimento no cotidiano e na comunidade. Serão utilizadas duas metodologias da construção deste estudo sendo a primeira etapa a revisão de escopo e a segunda etapa a visita em campo utilizando histórias de vida e a análise de dados acerca da análise da narrativa, como maneira de compreender e analisar tanto individual quanto coletivamente a partir das narrativas o significado da própria vida para o sujeito, pois, embora a vida seja particular, os seus atravessamentos e repercussões são coletivas e sociais. O resultado esperado deste estudo é ampliar a compreensão a respeito das experiências da população idosa que vive ativamente na comunidade, que transita e se relaciona, a construção da rede de suporte social e engajamento em atividades avançadas de vida diária e qualificar a oferta de serviços no serviço público compreendendo que a integração de contextos sociais favorecem a qualidade de vida, saúde e participação ativo no sujeito na sociedade