POLÍTICAS DE FINANCIAMENTO À INDÚSTRIA 4.0 NO BRASIL: UMA ANÁLISE QUANTI-QUALITATIVA DA ALOCAÇÃO DE RECURSOS ÀS BARREIRAS INSTITUCIONAIS DE INOVAÇÃO.
A Quarta Revolução Industrial impõe desafios estruturais ao Brasil, exigindo a
intervenção do Estado para mitigar riscos tecnológicos em cenários de desindustrialização
precoce. Esta pesquisa analisa a dinâmica, o papel e os gargalos institucionais do
financiamento público à Indústria 4.0, investigando como essas políticas atuam na mitigação
de incertezas e quais barreiras limitam a consolidação das inovações no mercado.
Metodologicamente, adotou-se uma abordagem mista com triangulação de dados, mapeando
quantitativamente os programas FINEP Tecnologias 4.0 (2020), BNDES Inovação
(2018–2024) e BNDES Máquinas 4.0 (2019–2024). A etapa qualitativa envolveu entrevistas
com empreendedores de deep techs (PIPE-FAPESP), contextualizadas pela PINTEC (IBGE) e
pelo Índice Global de Inovação (IGI). Os resultados demonstram uma complementaridade
institucional: a FINEP assume o risco extremo via subvenção para inovação de fronteira,
enquanto o BNDES fomenta a difusão e modernização fabril via crédito. Contudo,
evidenciou-se severa concentração regional no Sul-Sudeste e a exclusão de empresas
tradicionais de médio porte. Identificaram-se gargalos sistêmicos como a rigidez burocrática,
a carência de "letramento em projetos", a ausência do Estado como primeiro comprador e a
insegurança jurídica na proteção de patentes. Conclui-se que o Brasil inova na fase de
bancada, mas falha na etapa seguinte: levar essa inovação ao mercado, o que explica o
paradoxo entre elevados investimentos e baixos índices nacionais de inovação. A tese
contribui ao propor que o Estado evolua de financiador da oferta para criador de mercados,
sugerindo-se, para estudos futuros, a análise de falhas no "Vale da Morte" e a expansão
geográfica da amostra.
Indústria 4.0; Financiamento de Inovação; BNDES; FINEP; Política Industrial; Economia Institucional.0
A Quarta Revolução Industrial impõe desafios estruturais ao Brasil, exigindo a
intervenção do Estado para mitigar riscos tecnológicos em cenários de desindustrialização
precoce. Esta pesquisa analisa a dinâmica, o papel e os gargalos institucionais do
financiamento público à Indústria 4.0, investigando como essas políticas atuam na mitigação
de incertezas e quais barreiras limitam a consolidação das inovações no mercado.
Metodologicamente, adotou-se uma abordagem mista com triangulação de dados, mapeando
quantitativamente os programas FINEP Tecnologias 4.0 (2020), BNDES Inovação
(2018–2024) e BNDES Máquinas 4.0 (2019–2024). A etapa qualitativa envolveu entrevistas
com empreendedores de deep techs (PIPE-FAPESP), contextualizadas pela PINTEC (IBGE) e
pelo Índice Global de Inovação (IGI). Os resultados demonstram uma complementaridade
institucional: a FINEP assume o risco extremo via subvenção para inovação de fronteira,
enquanto o BNDES fomenta a difusão e modernização fabril via crédito. Contudo,
evidenciou-se severa concentração regional no Sul-Sudeste e a exclusão de empresas
tradicionais de médio porte. Identificaram-se gargalos sistêmicos como a rigidez burocrática,
a carência de "letramento em projetos", a ausência do Estado como primeiro comprador e a
insegurança jurídica na proteção de patentes. Conclui-se que o Brasil inova na fase de
bancada, mas falha na etapa seguinte: levar essa inovação ao mercado, o que explica o
paradoxo entre elevados investimentos e baixos índices nacionais de inovação. A tese
contribui ao propor que o Estado evolua de financiador da oferta para criador de mercados,
sugerindo-se, para estudos futuros, a análise de falhas no "Vale da Morte" e a expansão
geográfica da amostra.