Cartografias da colonialidade moderna de Brasília/DF: símbolos, esquecimentos e psicogeografia
simbolismos; cartografia; memória
Esta pesquisa investiga como a monumentalidade de Brasília participa da produção simbólica do espaço urbano e da reprodução da colonialidade do poder, compreendendo a cidade como um dispositivo de memória, identidade e legitimação política. Fundamentada nas contribuições de Milton Santos, David Harvey, Aníbal Quijano, Achille Mbembe e outros autores, a pesquisa desenvolve uma metodologia cartográfica estruturada em três eixos complementares: a Cartografia dos Símbolos, destinada ao mapeamento e à análise crítica dos monumentos e demais dispositivos simbólicos; a Cartografia dos Esquecimentos, voltada à identificação das ausências e silenciamentos presentes na paisagem monumental; e a Deriva Monumental, procedimento empírico inspirado na psicogeografia que investiga os efeitos afetivos, perceptivos e comportamentais produzidos pela organização espacial da capital. Ao integrar análise espacial, registro fotográfico, observação de campo e entrevistas, a pesquisa busca demonstrar que a monumentalidade de Brasília ultrapassa sua dimensão estética para operar como tecnologia de poder, organizando regimes de memória, reconhecimento e pertencimento que contribuem para a permanência de estruturas coloniais no espaço urbano.