Vivência comunitária e rede de suporte social como aspectos de um envelhecimento saudável e participativo para pessoas com 80 anos ou mais na Ceilândia/DF
suporte social, pessoa com 80 anos ou mais, longevidade, terapia ocupacional
O aumento da expectativa de vida é uma realidade no cotidiano brasileiro. No ano de 2023 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresenta um crescimento superior a 57% na longevidade da população comparado ao ano de 2010. É importante que o envelhecimento aconteça de maneira ativa e saudável incluindo a saúde física, psicológica e social do sujeito, para isso um recurso importante para qualidade de vida é a interação social por meio de grupos, coletivos e vivências sociais, em que podem ser compartilhadas e experienciados momentos com pares e trocas. O objetivo deste estudo é compreender como a participação de pessoas idosas na comunidade, espaços e movimentos sociais interfere na construção de rede de suporte social, compreendendo como as redes podem ser fortalecidas e criadas a partir dessas vivências e como fortalecer o envelhecimento no cotidiano e na comunidade. Foram utilizadas duas etapas da construção deste estudo sendo: I - a revisão de escopo acerca de pessoas idosas com 80 anos ou mais e II- Entrevista em campo utilizando como metodologia a análise de discurso (AD) acerca das narrativas apresentadas, como maneira de compreender a partir das falas o significado da própria rede de suporte social para o sujeitos. Resultado: foram entrevistadas 7 pessoas sendo todas mulheres, católicas, heterossexuais, com idade entre 80 e 89 anos. Conclusão: Este estudo trouxe um pequeno recorte sobre a vivência comunitária e rede de pessoas idosas no território da Ceilândia, a construção de novas relações impacta diretamente a elaboração de projetos de vida, na capacidade funcional e na qualidade de vida, logo ressignificar rupturas e construir novas pontes são processos que dependem intrinsecamente da experiência e do aprendizado que permeiam toda a existência humana.