Banca de DEFESA: Leonardo Almeida de Sa

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Leonardo Almeida de Sa
DATA : 30/07/2024
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de videoconferência e Teams
TÍTULO:

Anisotropia do Manto Superior nas zonas de intraplaca sulamericana.   


PALAVRAS-CHAVES:

Anisotropia, Manto Superior, Cratons, Olivina


PÁGINAS: 60
RESUMO:

A anisotropía sísmica investiga como as ondas sísmicas mudam dependendo da direção ao interagir com diferentes materiais do manto superior. Este estudo foca na anisotropia do manto superior na intraplaca da América do Sul, especialmente em relação aos padrões de fluxo da astenosfera ao redor do cráton amazônico. Utilizando técnicas avançadas de análise sísmica e dados regionais, a pesquisa busca revelar a relação entre estruturas geológicas e propriedades das ondas sísmicas, mostrando uma correlação entre a anisotropia do manto superior e o movimento absoluto da placa, além de associações com estruturas geológicas, como a colisão do Cráton São Francisco com o micro-continente Paraná durante a acreção brasiliana. A olivina, mineral predominante no manto (~65%vol.), desenvolve uma Orientação Preferencial Cristalográfica (CPO) sob força cisalhante, correlacionando sua orientação com direções de fluxo do manto. A análise de variações nas ondas primárias no Moho (Hess et al., 1964) destaca o potencial da divisão das ondas de cisalhamento para investigar eventos passados e visualizar padrões de fluxo astenosférico. Dados da Universidade de São Paulo (USP) e da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) incluíram 72 estações e mais de 1700 pontos de dados de divisão de ondas de cisalhamento, fornecendo novos parâmetros e atualizando mapas anteriores. No cráton amazônico, os valores médios de direção de polarização rápida (φ) e tempo de atraso (Δt) foram 90,23 ± 10,78 e 0,76 ± 0,15, respectivamente; no cráton do São Francisco, 109,17 ± 14,25 e 0,67 ± 0,16; na bacia do Paraná, 84,52 ± 12,23 e 0,88 ± 0,23; no Cinturão de Dobramentos Ribeira, 85,26 ± 6,89 e 1,02 ± 0,4; na Província Tocantins, 89,33 ± 1,95 e 1,28 ± 0,09; na Bacia do Chaco-Paraná, 102,45 ± 12,59 e 0,97 ± 0,19; e na Bacia do Paranaíba, 94,62 ± 18,17 e 0,71 ± 0,35. As direções de polarização rápida na bacia amazônica geralmente seguem o movimento absoluto da placa (APM) em ENE-OSO, com deflexões perto da raiz cratônica do Brasil Central, sugerindo influência do fluxo astenosférico. A Bacia do Chaco-Paraná reflete a influência do bloco Paranapanema. Em termos de tempo de atraso, os cinturões de dobramentos apresentam valores mais altos que os crátons, possivelmente devido ao ciclo de acreção brasiliano criando uma grande camada anisotrópica. As direções de polarização rápida correlacionam-se com o movimento absoluto da placa em ENE-OSO, com exceções no Cráton São Francisco e na Província do Tocantins, influenciadas por estruturas geológicas locais.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CARLOS DA SILVA VILAR - UFBA
Presidente - 1542246 - GEORGE SAND LEAO ARAUJO DE FRANCA
Externo ao Programa - 1823156 - GIULIANO SANT ANNA MAROTTA - nullExterna ao Programa - 1780820 - SUSANNE TAINA RAMALHO MACIEL - null
Notícia cadastrada em: 03/07/2024 12:03
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