Banca de DEFESA: Elisa Dorian Esteves Gurgel do Amaral Sampaio

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Elisa Dorian Esteves Gurgel do Amaral Sampaio
DATA : 06/12/2024
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do IG e Plataforma Teams
TÍTULO:

Estudo petrológico e geocronológico do Complexo Diorítico Lajeado (Iporá): implicações na evolução crustal do Arco Magmático Goiás.


PALAVRAS-CHAVES:

Arco Magmático Goiás, Complexo Lajeado, Cristalização fracionada.


PÁGINAS: 152
RESUMO:
A intrusão diorítica do Complexo Lajeado está localizada na porção oeste do Segmento Arenópolis no Arco Magmático Goiás. O mapeamento na escala 1:25.000 possibilitou a caracterização petrográfica, a obtenção de dados de química mineral, análises geoquímico-isotópicas e a investigação de elementos-traço em zircão das fácies representativas, com o objetivo de contribuir para o entendimento dos processos envolvidos na geração e evolução do complexo dentro do contexto do Arco Magmático de Arenópolis. O Complexo Lajeado é constituído por três zonas ígneas: a zona máfica, composta por dioritos não cumuláticos e quartzo-dioritos cumuláticos; a zona intermediária, formada por quartzo-dioritos e tonalitos; e a zona composta, que inclui rochas de ambas as zonas anteriores, além de diques sin-plutônicos. Enclaves microgranulares máficos a intermediários e enclaves hornblendíticos de granulação grossa e textura cumulática são comuns. Os dados de química mineral revelam que a composição principal do plagioclásio é andesina–oligoclásio, e do anfibólio é Mg-hornblenda e tschermakita. As idades U-Pb em zircão obtidas em um quartzo-diorito, um dique sin-plutônico e uma amostra composta (inclui três diferentes fácies ígneas) indicaram que o Complexo Lajeado teria cristalizado há 666 ± 4 Ma (LA-ICPMS). Os dados adquiridos indicam que as rochas do Complexo Lajeado foram geradas por cristalização fracionada, dominada por hornblenda, a partir de magmas basálticos primitivos com composição entre N-MORB e E-MORB. Esses magmas foram derivados da fusão parcial de uma cunha do manto metasomatizada por fluidos associados à subducção. Os magmas primários pouco diferenciados teriam sido alocados na crosta inferior, onde teriam sofrido processos de cristalização fracionada, assimilação e hibridização. As assinaturas petrológicas e geoquímicas apontam para a cristalização fracionada como principal processo petrogenético. Embora a geobarometria Al-em-Hbl indique pressões de cristalização do Complexo Lajeado entre 1 e 4 Kbar, esses valores são extremamente baixos e entram em conflito com os demais resultados obtidos nesta pesquisa. A ordem de cristalização de minerais revela que o Complexo Lajeado de c. 666 Ma cristalizou em uma faixa de pressões entre 10 e 25 kbar. Este resultado nos permite propor que a crosta tinha uma espessura normal (35 km), na qual a parte média a inferior (20–35 km) era dominada por rochas máficas provavelmente do Arco de Jaupaci. O complexo teria sofrido metamorfismo em fácies anfibolito aos 645 ± 6 Ma relacionado com a Orogenia Brasiliana.

MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1897668 - NATALIA HAUSER
Interna - 1555904 - CATARINA LABOURE BEMFICA TOLEDO
Interno - 1069348 - TIAGO LUIS REIS JALOWITZKI
Externa à Instituição - JOSENEUSA BRILHANTE RODRIGUES - CRPM
Notícia cadastrada em: 02/12/2024 14:51
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