O (im)possível da inclusão e a subjetividade docente no ensino-aprendizagem de Língua Inglesa: da escola de vidro à instituição estilhaçada
Ensino de Língua Inglesa; Educação inclusiva; Subjetividade docente; Memória educativa
Este projeto tem por objetivo investigar como as implicações subjetivas da prática docente, articuladas à memória educativa e às marcas simbólicas de exclusão, atravessam a constituição do sujeito-professor e o processo de inclusão no ensino de Língua Inglesa. O estudo qualitativo e transdisciplinar situa -se no contexto da Linguística Aplicada ao ensinoaprendizagem de Língua Inglesa com o aporte teórico-metodológico da Psicanálise freudo-lacaniana em interface com a Educação Inclusiva. Aqui, a inclusão é compreendida por duas metáforas que vão ao encontro da impossibilidade freudiana do ato de educar. As escolas de vidro atuam como aprisionamento subjetivo das diferenças que enfrentam os rótulos, a dinâmica do estranho freudiano, o capacitismo estrutural e as ilusões (psico)pedagógicas. A instituição estilhaçada, por sua vez, abre o mundo e acolhe as diferentes formas de ser e estar nele, alinhando-se ao paradigma inclusivo e ao modelo social de deficiência. No entanto, apesar de quebrar os vidros categorizantes, ainda carrega consigo estilhaços da exclusão. Diante disso, questiona -se como as marcas estruturais de exclusão e as memórias educativas dos professores de inglês ressoam como elemento (des)orientador do processo de ensino-aprendizagem de inglês inclusivo. Esta investigação delineia -se como um estudo de caso em um Centro Interescolar de Línguas do Distrito Federal – instituição pública de ensino de línguas estrangeiras – com quatro professores de Língua Inglesa. Pretende-se realizar uma pesquisa -intervenção de orientação clínica, optando pela escolha de dispositivos que permitam a circulação e a elaboração da fala, da escuta, do desejo e do sintoma, a saber: espaços de fala e entrevistas semiestruturadas, ambos de orientação clínica, memória educativa e caderno de campo