Banca de DEFESA: Andrea Ruas da Cruz Nogueira

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Andrea Ruas da Cruz Nogueira
DATA : 27/05/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de Atos / FE 01 e virtual
TÍTULO:

Vivências das crianças autistas nos espaços familiares, escolares e não escolares na cidade de Montes Claros/ MG


PALAVRAS-CHAVES:

Crianças autistas e vivências; Teoria HistóricoCultural e subjetividade; Espaços familiares e escolares e não escolares; Direito à cidade.


PÁGINAS: 287
RESUMO:

Esta pesquisa investiga e analisa, por meio de estudos de caso, as vivências de crianças autistas nos espaços familiares, escolares e não escolares em Montes Claros/MG. Justifica-se pela identificação de lacunas no estado do conhecimento quanto à visibilidade dos direitos, linguagens e territórios ocupados por esses sujeitos. Outrossim, busca uma consciência crítica diante de um cenário educacional marcado por retrocessos, pelo peso dos laudos médicos e pela medicalização, que frequentemente negligenciam o campo social e cultural do cotidiano infantil. A articulação entre infância, autismo, família e cidade permite uma discussão ética e política sobre os contextos subjetivos na Educação. A fundamentação teórica ancora-se na Teoria Histórico-Cultural de Vigotski, em interlocução com a Sociologia e Geografia da Infância (Sarmento, Lopes, Lefebvre, Santos). De natureza qualitativa, a metodologia envolveu observação participante, oficinas de desenhos e entrevistas com quatro crianças autistas e seus familiares em escolas municipais e no Parque Milton Prates. A análise seguiu o paradigma indiciário e a microhistória, permitindo perscrutar os processos de desenvolvimento e as narrativas familiares. Os resultados estruturam-se em três categorias: relações familiares; espaços escolares e não escolares na cidade de Montes Claros/MG; e subjetividades e vivências. Evidenciou-se que o desenvolvimento autista é uma formação psíquica e social mediada culturalmente. Os apontamentos revelam uma hiper-responsabilização familiar devido à carência de políticas intersetoriais e um isolamento causado pela dependência do diagnóstico clínico e pela falta de acesso ao lazer urbano. Conclui-se que a inclusão exige superar o modelo médico-centrado, garantindo políticas que legitimem o direito da criança autista de ocupar espaços comuns em uma corresponsabilidade ética entre Estado, Escola e Sociedade.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1767526 - MARIA LIDIA BUENO FERNANDES
Interna - 1516150 - CRISTINA MASSOT MADEIRA COELHO
Externo ao Programa - 1859186 - FAUSTON NEGREIROS - UnBExterno à Instituição - JADER JANER MOREIRA LOPES - UFJF
Externo à Instituição - JADSON RABELO ASSIS - UNIMONTES
Notícia cadastrada em: 22/05/2026 12:07
SIGAA | Secretaria de Tecnologia da Informação - STI - (61) 3107-0102 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - app23.sigaa23