INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO ENSINO DE MÚSICA: percepções, apropriações e prospecções docentes no ensino médio integrado em Institutos Federais
Inteligência Artificial; Ensino de Música; Instituto Federal; Trabalho Docente; Formação Escolar.
O objetivo geral deste projeto de tese foi analisar as percepções, apropriações e prospecções de professores sobre a inteligência artificial generativa no ensino de música no ensino médio integrado em Institutos Federais. Trata-se de pesquisa exploratória e descritiva, de abordagem qualitativa, fundamentada nos pressupostos metodológicos da Análise de Conteúdo (Bardin, 2016) e na triangulação de dados (Triviños, 1987), a partir de entrevistas semiestruturadas com professores de música de IFs. A análise dos dados foi ancorada nas perspectivas críticas da tecnologia de Andrew Feenberg e Paulo Freire, que permitiram compreender as diferentes formas como a tecnologia é percebida, apropriada e prospectada no âmbito social e educacional. De maneira preliminar, o estudo identificou que a IAgen faz parte do cotidiano escolar de estudantes e professores de música do ensino médio integrado em IFs e que tende a ampliar sua presença nos processos educacionais ao ser apropriada como ferramenta no trabalho docente. Não obstante, o papel da IAgen na formação escolar dos estudantes depende da construção de práticas pedagógicas capazes de promover o uso crítico, ético e reflexivo da tecnologia, o que atribui maior importância à argumentação, à autoria e ao letramento digital crítico. Foi verificado também que os IFs têm várias barreiras para a inserção da IAgen no âmbito institucional, principalmente ligadas à formação docente, infraestrutura e definição de políticas institucionais sobre IA. É possível concluir, preliminarmente, que a IAgen amplia a demanda por uma educação dialógica, crítica e participativa, no qual a importância do professor recai em sua sensibilidade humana, capacidade crítica, julgamento ético e mediação pedagógica.