POSLIT PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA INSTITUTO DE LETRAS Telefone/Ramal: Não informado https://www.unb.br/pos-graduacao

Banca de DEFESA: ANDRÉA PEREIRA CERQUEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANDRÉA PEREIRA CERQUEIRA
DATA : 10/04/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Plataforma Teams
TÍTULO:

Ainda Clarice: quando a infância fala a sua linguagem


PALAVRAS-CHAVES:

Clarice Lispector; literatura infantojuvenil; continuidade estética; linguagem literária; infância


PÁGINAS: 103
RESUMO:

Esta dissertação analisa a produção infantojuvenil de Clarice Lispector a partir da hipótese de que tais obras não constituem um desvio marginal ou secundário em relação à sua escrita voltada ao público adulto, mas integram, de modo pleno, o projeto estético da autora. O corpus é composto por O mistério do coelho pensante (1999c), A mulher que matou os peixes (1999a), A vida íntima de Laura (1999b) e Quase de verdade (1999d), narrativas que evidenciam a permanência de procedimentos formais, filosóficos e éticos característicos da escritura clariceana. Sustenta-se que esses textos operam como transposições do núcleo estético da obra adulta, reelaborado em registro lúdico e dialógico, sem perda de densidade conceitual. A pesquisa adota abordagem bibliográfica e analítica, dialogando com a crítica clariceana consolidada, especialmente Benedito Nunes, Olga de Sá e Nádia Battella Gotlib, a fim de identificar as permanências estéticas que atravessam diferentes gêneros e destinatários. Inicialmente, o trabalho revisita a recepção crítica da obra de Clarice Lispector no cenário literário brasileiro, destacando as oscilações iniciais e a posterior consolidação de sua escrita como projeto singular. Em seguida, sistematizam-se os fundamentos estéticos da obra adulta, como metalinguagem, fragmentação, lirismo, linguagem figurada, tempo existencial e epifania. A análise das narrativas infantis demonstra que tais elementos reaparecem de forma consistente, organizando uma literatura que recusa a pedagogização simplificadora e convoca a criança como interlocutora ética e estética. A infância é compreendida não como estágio deficitário do pensamento, mas como espaço ontológico privilegiado de experiência, no qual corpo, linguagem e percepção se articulam intensamente. Conclui-se que a literatura infantojuvenil de Clarice Lispector constitui uma via fundamental de manifestação de sua poética, reafirmando a continuidade estética entre suas diferentes frentes de produção e ampliando o campo crítico dedicado à autora.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1980362 - ANA CLAUDIA DA SILVA
Interno - 1867895 - ANDERSON LUIS NUNES DA MATA
Externa à Instituição - MARIA DAS GRAÇAS FONSECA ANDRADE - UESB
Externo à Instituição - THIAGO SANTOS AGUIAR DE PADUA - OUTROS
Notícia cadastrada em: 19/03/2026 13:28
SIGAA | Secretaria de Tecnologia da Informação - STI - (61) 3107-0102 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - app23.sigaa23