POSLIT PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA INSTITUTO DE LETRAS Telefone/Ramal: Não informado https://www.unb.br/pos-graduacao

Banca de QUALIFICAÇÃO: Anderson Silveira de França

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Anderson Silveira de França
DATA : 15/04/2026
HORA: 10:00
LOCAL: Instituto de Letras
TÍTULO:

Ética na legitimação da literatura afro-brasileira: resistência e escrevivência em Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves.


PALAVRAS-CHAVES:

Ética, literatura afro-brasileira, violência total; escrevivência; resistência.


PÁGINAS: 66
RESUMO:

Um defeito de cor (2008), de Ana Maria Gonçalves, é um romance escrito a partir de uma longa pesquisa da autora em arquivos de relatos, historiográficos e literatários, onde registrase a História oficial como pano de fundo. A história da protagonista e narradora Kehinde 2 começa no século XIX no antigo Daomé, atualmente Benin, com a morte da mãe e do irmão Kokumo por guerreiros nativos. Muda-se com a avó para Uidá, onde é capturada por comerciantes de escravos juntamente com a irmã gêmea, Taiwo e a avó. È levada para o Brasil, sobrevivendo à Passagem do meio. Ao chegar na Bahia, passa a ser acompanhante da filha de seu senhor. Aprende a ler e a escrever, construíndo sua própria escrivivência. Conecta-se com a ideologia dos negros mulçumanos, os quais não concordavam com o controle dos escravizados e participa da revolta dos malês em 1835. Luta contra a violência total desses dominadores. Depois disso, torna-se liberta, emancipa-se economicamente e volta para África, tornando-se uma construtora de casas brasileiras. Assim, esta tese discutirá, de forma ética, a partir da perspectiva conceitual de Emmanuel Lévinas, a legitimação da escrita afro-brasileira, a qual representa uma importante contribuição para a literatura brasileira, assim como outras autoras como Maria Firmina (século XIX) dos Reis, Carolina Maria de Jesus (seculo XX) e Conceição Evaristo (séculos XX/XXI). Esta pesquisa mostra também a denúncia da violência total sofrida pelo povo negro, a resistência necessária para sobreviver e a história ancestral dos escravizados, por meio da escrivência, uma escrita acerca das vivências e experiências que leva à valorização da identidade e cultura africanas.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 2194693 - ADRIANA DE FATIMA ALEXANDRINO LIMA BARBOSA
Presidente - 2015546 - ANNA HERRON MORE
Externa à Instituição - CLAUDIA LETICIA GONCALVES MORAES - UFMA
Interno - 1899076 - CLAUDIO ROBERTO VIEIRA BRAGA
Notícia cadastrada em: 01/04/2026 12:59
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