POSLIT PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LITERATURA INSTITUTO DE LETRAS Telefone/Ramal: Não informado https://www.unb.br/pos-graduacao

Banca de DEFESA: IONARA ROCHA MAIA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : IONARA ROCHA MAIA
DATA : 21/08/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Plataforma Teams/UnB
TÍTULO:

“Fiquei só com os pretos”: A personagem quilombola no romance brasileiro (Dalcídio Jurandir e Josué Montello)


PALAVRAS-CHAVES:

Dalcídio Jurandir; Josué Montello; Marajó; Noite sobre Alcântara; Formação do romance brasileiro; Personagem quilombola; Quilombo e territorialidade.


PÁGINAS: 181
RESUMO:

O presente estudo promove uma análise comparativa entre os romances Marajó (1947), de Dalcídio Jurandir, e Noite sobre Alcântara (1978), de Josué Montello, considerando como o romance brasileiro, desde a sua formação, incumbiu-se de uma nacionalidade estético-social, cujos tipos sociais e seus contextos são aqui examinados à luz da atuação do sujeito histórico quilombola e o resguardo do seu território. Marajó configura-se como a interpretação da perpetuação do espírito colonial, em que as diversas violências praticadas são a expressão da naturalidade torpe dos mandatários da terra, num Brasil pós-abolição, no qual o negro ainda vivia de favor, pedindo bênção ao seu algoz. No território ficcional onde a miséria aflora, as relações entre as personagens ganham complexidade narrativa quando os flagelos impostos começam a ser percebidos pelos negros, que têm como único legado o infortúnio dos filhos. Em Noite sobre Alcântara, verifica-se a interpretação de um período de transição no chão nacional, do Império à República, e dos desdobramentos da decadência aristocrática mantida pelo opróbrio da mão de obra escrava. A relação de interdependência dialeticizada entre negro e branco – durante e após a abolição – e a voz narrativa relatando o abandono do território decadente denotam o eixo do romance. Essa relegação do território por parte dos nobres falidos fez de Alcântara o maior território quilombola do Brasil até agora. Embora escritas em momentos e cenários diferentes, as obras apresentam um notável diálogo entre si e com a realidade enfrentada por esse grupo social subalternizado, chamado quilombola, que, pelos dados oficiais, teve suas condições de vida pouco alteradas depois da abolição.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1213754 - ANA LAURA DOS REIS CORREA
Presidente - 1284121 - EDVALDO APARECIDO BERGAMO
Interno - 3469514 - PAULO HENRIQUE VIEIRA DE SOUZA
Externo à Instituição - ROGERIO MAX CANEDO SILVA - UFG
Notícia cadastrada em: 16/07/2026 12:48
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