SHINRIN-YOKU: Banho de Floresta como prática restauradora
de conectividade com a natureza e comportamento ecológico
Saúde Única; percepção ambiental; áreas protegidas; bem-estar
psicológico; visitação sustentável
O processo crescente de urbanização tem intensificado o afastamento
das pessoas dos ambientes naturais, gerando impactos negativos tanto
para a saúde humana quanto para a conservação ambiental. Estudos
apontam que a redução do contato com a natureza está associada ao
aumento de estresse, ansiedade e outros transtornos psicossomáticos,
especialmente em crianças, podendo contribuir para o chamado Transtorno
de Déficit de Natureza. Nesse contexto, práticas de reconexão com
o ambiente natural, como o Banho de Floresta (Shinrin-Yoku), têm ganhado
destaque por seus benefícios fisiológicos e psicológicos, incluindo
a redução do estresse, melhora do sistema imunológico e auxílio no tratamento
de diversas condições de saúde. Além dos benefícios terapêuticos,
o Shinrin-Yoku é utilizado no Japão como estratégia de valorização
e promoção da visitação em áreas protegidas, contribuindo para fortalecer
a conexão das pessoas com a natureza e o apoio à conservação ambiental.
Embora a literatura científica apresente ampla evidência dos benefícios
do Banho de Floresta para a saúde humana, ainda existe uma
lacuna quanto à avaliação de seus efeitos sobre a Conexão com a Natureza
e os Comportamentos Ecológicos. Assim, esta pesquisa propõe investigar
se a prática pode estimular atitudes pró-ambientais e fortalecer o
vínculo dos participantes com o meio natural. A relevância do estudo
está associada ao atual contexto de crise ambiental e mudanças climáticas,
que demandam abordagens integradas entre saúde humana, animal
e ambiental, conforme os princípios da Saúde Única (One Health). Nesse
sentido, o Banho de Floresta pode representar uma ferramenta capaz de
promover simultaneamente benefícios à saúde, conscientização ambiental
e valorização das Unidades de Conservação. O estudo tem como objetivo
geral analisar as relações entre o Banho de Floresta, a Conexão
com a Natureza e o Comportamento Ecológico dos visitantes do Parque
Nacional de Brasília. Especificamente, busca verificar se a prática favorece
a conexão com a natureza, estimula comportamentos ecológicos e
apresenta potencial como estratégia de diversificação dos atrativos turísticos
do parque por meio de atividades de baixo impacto ambiental.