O curso de Engenharia Mecatrônica segue as DCNs do Curso de Graduação em Engenharia. O egresso do curso deve, entre outras, dispor das seguintes características: I. ter visão holística e humanista, ser crítico, reflexivo, criativo, cooperativo, ético e com forte formação técnica; II. estar apto a pesquisar, desenvolver, adaptar e utilizar novas tecnologias, com atuação inovadora e empreendedora; III. ser capaz de reconhecer as necessidades dos usuários, formular, analisar e resolver, de forma criativa, os problemas de Engenharia; IV. adotar perspectivas multidisciplinares e transdisciplinares em sua prática; V. considerar os aspectos globais, políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e de segurança e saúde no trabalho; VI. atuar com isenção e comprometimento com a responsabilidade social e com o desenvolvimento sustentável.
O curso busca também desenvolver competências gerais, de modo que o egresso possa: I. formular e conceber soluções desejáveis de engenharia, analisando e compreendendo os usuários dessas soluções e seu contexto; II. analisar e compreender os fenômenos físicos e químicos por meio de modelos simbólicos, físicos e outros, verificados e validados por experimentação; III. conceber, projetar e analisar sistemas, produtos (bens e serviços), componentes ou processos; IV. implantar, supervisionar e controlar as soluções de Engenharia; V. comunicar-se eficazmente nas formas escrita, oral e gráfica; VI. trabalhar e liderar equipes multidisciplinares; VII. conhecer e aplicar com ética a legislação e os atos normativos no âmbito do exercício da profissão; VIII. aprender de forma autônoma e lidar com situações e contextos complexos, atualizando-se em relação aos avanços da ciência, da tecnologia e aos desafios da inovação. Por fim, são agregadas as competências específicas de acordo com a habilitação na área de Controle e Automação, de modo que o egresso possa atuar em: I. controle de processos; II. sistemas industriais; III. instrumentação; IV. matemática discreta para automação; V. informática industrial; VI. administração de sistemas de produção; VII. integração e avaliação de sistemas.
Em acordo com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2018-2022 da Universidade de Brasília, a metodologia do curso de Engenharia Mecatrônica se baseia em princípios que promovem a observação e reflexão da realidade, aprofundando a articulação entre a teoria e a prática, contribuindo para a integralização das atividades acadêmicas por meio da oferta de componentes curriculares obrigatórios com conteúdos técnico-científicos e práticos muitas vezes entrelaçados. O currículo busca não apenas um forte embasamento teórico, como também proporcionar situações e problemas práticos interdisciplinares para aplicação do conhecimento adquirido. Os alunos trabalham de forma individual ou conjunta, conhecendo e aprendendo a utilizar diversos equipamentos. O estágio obrigatório proporciona contato direto com a indústria, preparando o aluno para o mercado de trabalho. A estrutura curricular do curso de Engenharia Mecatrônica, prevê também componentes curriculares optativos, o que permite ao aluno flexibilidade em sua formação. O aluno é incentivado a participar de atividades extracurriculares como: projetos de pesquisa, iniciação científica, atividades complementares, eventos técnicoscientíficos, visitas técnicas e empresas juniores. Essas também permitem a aplicação dos conhecimentos de maneira transversal e interdisciplinar, melhorando sua formação e sua capacidade de lidar com a diversidade dentro e fora da Universidade.
A Comissão Própria de Avaliação (CPA15), instituída pela Lei Nº 10.861/2004, é a comissão responsável por coordenar os processos de avaliação interna das Instituições de Ensino Superior e pelo fornecimento de informações solicitadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A CPA da Universidade de Brasília foi instituída pela resolução do Conselho Universitário (Consuni) Nº 31/2013, e atua de forma autônoma em relação aos órgãos da instituição. Anualmente, a CPA elabora o Relatório de Autoavaliação Institucional, com ações voltadas a avaliar os eixos e dimensões conforme instrumento de avaliação institucional externa utilizado pelo Inep. Os institutos, faculdades e departamentos da UnB recebem relatórios com resultados das pesquisas socioeconômicas relativas aos estudantes, evasão, avaliação das disciplinas e dos docentes feitas pelos discentes, entre outros. Tais informações são importantes para o acompanhamento e diagnóstico do curso dentro de um processo permanente de avaliação. Além disso, ao final de cada semestre letivo é realizada, junto aos alunos, a avaliação das disciplinas cursadas e dos professores que as ministraram. Alguns dos aspectos avaliados pelos alunos são: programa da disciplina, desempenho do professor, autoavaliação do aluno e satisfação com a disciplina e com o suporte à execução da disciplina. Esses dados coletados são tratados estatisticamente e depois enviados aos departamentos na forma de relatórios individuais por disciplina. O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) avalia o rendimento dos concluintes dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares dos cursos, o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias ao aprofundamento da formação geral e profissional, e o nível de atualização dos estudantes com relação à realidade brasileira e mundial. Os resultados do Enade, aliados às respostas do Questionário do Estudante, são insumos para o cálculo dos Indicadores de Qualidade da Educação Superior. A inscrição é obrigatória para estudantes concluintes habilitados de cursos de bacharelado e superiores de tecnologia vinculados às áreas de avaliação da edição. O Ciclo Avaliativo do Enade determina as áreas de avaliação e os cursos a elas vinculados.
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