O Engenheiro Eletrônico formado na Faculdade UnB Gama deve ser capaz de dominar todas as etapas do desenvolvimento de sistemas eletrônicos, tanto no nível de hardware como de software, e utilizar com profundidade os princípios físicos da eletricidade e do magnetismo. Transversalmente, além da formação técnica e científica de alto nível, enseja-se a composição de uma visão de mundo que ressalte o valor humano e a qualidade de vida. O Engenheiro Eletrônico deverá ser capacitado para conviver num contexto de mudanças
sociais, tecnológicas e econômicas cada vez mais rápidas, logo se busca formar Engenheiros Eletrônicos para ocupar posições de destaque nesse cenário, com: capacidade para trabalhar em equipes multidisciplinares; larga base científica e de comunicação; motivado para a autocapacitação e para a concepção de inovações; habilitado a projetar e gerir intervenções tecnológicas e empreendimentos; orientado para atuar como transformadores sociais, visando o bem estar social e avaliando eticamente os impactos sociais e ambientais de suas intervenções.
A formação do engenheiro eletrônico tem por objetivo dotar o profissional dos conhecimentos requeridos para o exercício das seguintes competências e habilidades gerais, que possuem sintonia com o Art. 4º, da Resolução No. 02 do CNE/CES, de 24 de Abril de 2019:
• Aplicar conhecimentos matemáticos, científicos, tecnológicos e instrumentais à engenharia;
• Projetar e conduzir experimentos e interpretar resultados;
• Conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos;
• Planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e serviços de engenharia;
• Identificar, formular e resolver problemas de engenharia;
• Desenvolver e/ou utilizar novas ferramentas e técnicas;
• Supervisionar a operação e a manutenção de sistemas;
• Avaliar criticamente a operação e a manutenção de sistemas;
• Comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica;
• Atuar em equipes multidisciplinares;
• Compreender e aplicar a ética e responsabilidade profissional;
• Avaliar o impacto das atividades da engenharia no contexto social e ambiental;
• Avaliar a viabilidade econômica de projetos de engenharia;
• Assumir a postura de permanente busca de atualização profissional.
O curso de Engenharia Eletrônica da UnB adota como princípios pedagógicos uma formação integrada entre a teoria e a prática. O currículo do curso considera a complementação pedagógica entre aulas teóricas presenciais e aulas práticas em laboratórios, assim como prática em estágios, pesquisa e extensão.
Além dos conjuntos de componentes curriculares, alguns componentes possuem característica integradora e de alta multidisciplinaridade, e foram definidas como pertencentes ao conjunto de Conteúdos Transversais e Interdisciplinares, em que é determinada a obrigatoriedade de de síntese e integração dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso de graduação.
O projeto de final de curso, chamado de Trabalho de Conclusão de Curso 1 e 2, é desenvolvido durante dois períodos letivos (9º e 10º semestres). Já os componentes de Projeto Integrador de Engenharia 1 e 2 possibilitam ao estudante a participação em projetos e atividades que permitam ao estudante a síntese dos conceitos e competências adquiridos até o momento.
O objetivo é fomentar a integração entre discentes e docentes da FGA, pela flexibilização e o diálogo entre os 5 cursos de engenharia da FGA, possibilitando a multi e interdisciplinariedade (entre engenharias).
É importante salientar que a presente proposta incorpora a inserção da extensão, com a obrigatoriedade de no mínimo de 10% da Carga Horária total do curso ser integralizada nessa modalidade
A formação livre, representada através dos componentes eletivos, constitui de atividades/disciplinas desenvolvidas pelo estudante com base em seus interesses pessoais, que não fazem parte das atividades do ciclo básico (isto é, comuns às engenharias), nem das profissionalizantes, nem das complementares/optativas, nem das integradoras. Podem ser cursadas em qualquer um dos campi da Universidade de Brasília.
Além dos componentes curriculares, a carga horária pode ser distribuída em diferentes atividades geradoras de carga horária, como: participação em eventos; monitoria; iniciação científica; docência e extensão; estágio não supervisionado; projetos multidisciplinares; visitas técnicas; trabalhos em equipe; participação em empresas juniores; entre outras.
As atividades podem abranger programas como: o Programa de Iniciação Científica (PIBIC), que tem por objetivo despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação, mediante sua participação em projetos de pesquisa;
Programa Institucional de Bolsas de Extensão (PIBEX), que tem como principais objetivos: a) investir com a ação planejada e avaliada da extensão no processo de formação acadêmica do estudante de graduação; b) estimular professores a engajarem estudantes de graduação nas ações de extensão, c) possibilitar aos bolsistas novos meios e processos de produção, inovação e transferência de conhecimentos, permitindo a ampliação do acesso ao saber e o desenvolvimento tecnológico e social do País; ou Programa de Educação Tutorial (PET), que tem o objetivo de melhorar a qualidade do ensino de graduação oferecendo uma formação acadêmica de excelente nível. Este é um programa de caráter tutorial formado por um grupo composto um tutor e bolsistas.
Todos estes programas preveem bolsas remuneradas; comprovante de participação como voluntário nos programas PIBIC e PIBEX, além da concessão de carga horária eletiva.
A integralização destas atividades no histórico escolar é dependente da submissão e aprovação do Colegiado de Graduação da FGA. Os currículos dos cursos são hierarquizados com pré-requisitos (uma ou mais disciplinas, cujo cumprimento dos créditos é exigido para matrícula em nova disciplina), co-requisitos (a exigência de cursar uma ou mais disciplinas simultaneamente com outras no mesmo semestre letivo, por interdependência de conteúdos), e pré-requisitos recomendados (para cursar determinada disciplina é recomendável que tenha
cursado uma ou mais disciplinas).
As metodologias de trabalho no processo de ensino-aprendizagem adotadas pelo quadro docente seguem as recomendações das diretrizes curriculares de forma a promover a interdisciplinaridade e a flexibilidade escolar. Assim, incentiva-se o trabalho individual e em grupo, fazendo uso de métodos de ensino baseados em seminários, palestras, discussões em sala de aula, visitas técnicas, trabalhos em classe e extraclasse, a elaboração de projetos finais de disciplina, entre outros.
O quadro docente do curso de Engenharia Eletrônica faz uso de recursos multimídia para as aulas expositivas. O uso das tecnologias de informação e comunicação é comum nas disciplinas, destacando-se o uso da plataforma virtual Moodle para gestão das disciplinas, uso de plataformas virtuais de ensino fomentadas por outras universidades, uso de redes sociais para comunicação com o quadro discente, plataformas de compartilhamento de vídeo aulas, entre outros.
A Avaliação Institucional consiste no acompanhamento das atividades desenvolvidas na instituição de ensino dentro de uma abordagem construtiva, visando à análise e ao aperfeiçoamento do desempenho acadêmico. A Lei 10.861, de 14 de abril de 2004 implantou o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), constituindo-se como instrumento para o planejamento da gestão e desenvolvimento da educação, em articulação com as diretrizes da Comissão Nacional da Educação Superior (CONAES).
Até o momento o curso de Engenharia Eletrônica realizou duas provas ENADE. A primeira foi realizada no segundo período de 2014 e se enquadrou na área de Engenharia Elétrica, com ênfase em Microeletrônica, obtendo nota 4.0. A segunda prova ENADE do curso de Engenharia de Eletrônica foi realizada no segundo período de 2017, também com enquadramento na área de Engenharia Elétrica. Devido a problemas durante a aplicação da prova de alguns estudantes o curso ficou sem conceito na edição 2017 do ENADE.
Na UnB, a Comissão Própria de Avaliação (CPA) da UnB foi instituída para conduzir os processos de avaliação internos da instituição e realizar a sistematização das informações. A CPA elabora um Relatório de Autoavaliação Institucional, usado pela UnB para analisar suas ações, avaliar seus desafios e buscar mecanismos para servir melhor a comunidade. É um processo utilizado pela Universidade para reflexão coletiva e diagnóstico a respeito do conjunto de atividades institucionais, o que resulta em subsídios para a tomada de decisão e a definição de prioridades, bem como aprimoramentos e mudanças de trajetória. Adicionalmente, os
institutos, faculdades e departamentos da Universidade recebem relatórios com resultados das pesquisas socioeconômicas relativas aos estudantes, evasão, avaliação das disciplinas e dos docentes feitas pelos discentes, entre outros. Tais informações são importantes para o acompanhamento e diagnóstico do curso dentro de um processo permanente de avaliação.
Os principais instrumentos utilizados pela CPA para a avaliação dos cursos da UnB estão:
• Instrumentos de Avaliação Interna;
• Avaliação Discente;
• Consulta à Comunidade Acadêmica: Discente, Docente e Técnico;
• Instrumentos de Avaliação Externa;
• Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação presencial e a distância;
• Instrumento de Avaliação Institucional.
• Fórum de Avaliação da Comissão Própria de Avaliação da UnB (AVAL).
Ao final de cada semestre letivo, com o apoio institucional da UnB , é realizada junto aos alunos a avaliação das disciplinas cursadas e dos professores que as ministraram. Alguns dos aspectos avaliados pelos alunos são: programa da disciplina, desempenho do professor, autoavaliação do aluno e satisfação com a disciplina e com o suporte à execução da disciplina. Esses dados coletados são tratados estatisticamente e depois enviados aos departamentos na forma de relatórios individuais por disciplina.
Em particular, o NDE do curso de Engenharia Eletrônica tem trabalhado com uma comissão responsável pelo projeto CPA Itinerante. O Projeto CPA Itinerante foi criado com o intuito de ampliar o contato da Comissão Própria de Avaliação (CPA) da UnB com as unidades acadêmicas da Instituição. Neste projeto, a CPA visitará as unidades e disponibilizará estudos relacionados à retenção, à evasão e a egressos (área de atuação do egresso, empregabilidade no setor formal, rendimentos dos recém-formados, rendimento dos egressos com mais de cinco anos de atuação no mercado e localização geográfica).
O NDE do curso poderá utilizar as informações disponibilizadas pela CPA, para conduzir os trabalhos de acompanhamento contínuo da estrutura curricular do curso, e para propor ações pedagógicas e administrativas de forma a atender o PPC.