Fundações Morais e Comportamento Prosocial: Um Modelo de Moderação da Compaixão
Fundações Morais; Compaixão; Altruísmo; Psicologia Moral; Medos da Compaixão
O presente estudo investigou a relação entre os fundamentos morais e o comportamento prosocial, examinando se a compaixão e os medos em oferecê-la moderam essa associação. Baseando-se na Teoria das Fundações Morais, objetivou-se testar um modelo preditivo que integra julgamento moral e mecanismos afetivos. Participaram 458 adultos brasileiros (N=458) que responderam ao Questionário de Fundações Morais (QFM-2), à Escala de Altruísmo Autoinformado (EAA), e às escalas de Compaixão de Santa Clara e Medos da Compaixão. A análise principal foi conduzida por meio de regressão linear hierárquica múltipla. Os resultados indicaram que a compaixão é o preditor mais robusto do altruísmo (p<.001), superando o peso das fundações morais isoladas e aumentando significativamente a variância explicada do modelo. Contrariando a hipótese inicial, os termos de interação entre moralidade e compaixão não apresentaram significância estatística consistente, sugerindo ausência de moderação. Adicionalmente, os medos da compaixão não demonstraram associação significativa com o desfecho prosocial neste modelo. Conclui-se que a compaixão atua predominantemente como uma motivação direta e aditiva para o altruísmo, operando de forma independente da ênfase dada a princípios morais específicos.