Cidadania em frestas e cinzas: autoetnografia das vivências, significações e invisibilidades de mulheres hispanofalantes no Brasil
mulheres migrantes, hispanofalantes, cidadania, percepção, decolonialidade, feminismo comunitário, epistemologias interculturais, autoetnografia.
Esta pesquisa propõe investigar as experiências de mulheres hispanofalantes migrantes no Brasil, centrando-se nas significações, vivências e invisibilidades de seu exercício da cidadania. Assumindo uma perspectiva autoetnográfica, a própria pesquisadora — mulher andina e migrante — se coloca como sujeito da pesquisa, em diálogo com outras mulheres que compartilham trajetórias de deslocamento. A partir de uma abordagem decolonial e feminista, busca-se compreender como essas mulheres percebem e constroem sua cidadania em um contexto migratório marcado por relações de poder e estruturas coloniais. A pesquisa utilizará uma metodologia qualitativa com abordagem hermenêutica, incluindo entrevistas em profundidade, grupos de discussão e etnografia digital, para analisar as narrativas das mulheres migrantes em suas dimensões presenciais e virtuais. Os resultados esperados contribuirão para a visibilização dessas experiências e para a descolonização dos estudos sobre migração e cidadania.