Antinomias da Exclusão: Necrodireitos humanos e Comunicação Emancipatória na Educação de Jovens e Adultos
Decolonialidade; Necropolítica; Educação de Jovens e Adultos (EJA); Comunicação Emancipatória; Necrodireitos Humanos.
Esta pesquisa investiga as antinomias da Educação em Direitos Humanos (EDH) no contexto da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Distrito Federal, no período pós-pandemia. O estudo parte da premissa de que o esvaziamento sistemático da modalidade revela uma faceta da necropolítica educacional, traduzida no conceito autoral de necrodireitos humanos: simulacros jurídicos que habitam o plano normativo, mas que, na prática, gerem o abandono do estudante trabalhador. Fundamentada na perspectiva decolonial e na teoria crítica, a tese articula o pensamento libertador de Paulo Freire, a análise das hibridizações culturais de Néstor García Canclini e a soberania intelectual proposta por Linda Tuhiwai Smith, cruzando-os com as noções de "sociedade do cansaço" (Han), necropolítica (Mbembe) e mediação comunicacional (Martín-Barbero). Metodologicamente, assume-se uma abordagem qualitativa e indutiva, ancorada no estudo de caso no CEM 02 de Sobradinho-DF. O percurso investigativo mobiliza a análise documental, a observação participante e entrevistas em profundidade sob a ótica da escrevivência (Evaristo). O objetivo central é analisar como a comunicação, pautada no reconhecimento mútuo, pode subverter a lógica dos necrodireitos e fundamentar uma práxis educativa emancipatória que recupere a dignidade das "mochilas cognitivas" dos sujeitos periféricos.