Banca de DEFESA: ANA CLAUDIA DA COSTA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANA CLAUDIA DA COSTA
DATA : 19/01/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO:

Detecção de um novo patótipo de Meloidogyne inornata em tomateiro resistente e hospedabilidade de hortaliças visando o manejo da espécie em áreas infestadas


PALAVRAS-CHAVES:

Imunidade, nematoide do grupo ‘ethiopica’, pimentão, plantas más hospedeiras, virulência.


PÁGINAS: 83
RESUMO:

As hortaliças desempenham um papel crucial na alimentação humana, oferecendo uma ampla variedade de nutrientes essenciais. No entanto, a produtividade dessas culturas é ameaçada por diferentes pragas e doenças, incluindo as espécies do gênero Meloidogyne (= “nematoides das galhas”). Esses fitoparasitas têm o potencial de causar danos consideráveis às plantações, resultando em perdas de produção, devido à deterioração do sistema radicular e à diminuição da absorção de nutrientes. A espécie Meloidogyne inornata Lordello 1956 foi inicialmente descrita induzindo sintomas na cultura da soja (Glycine max) no Brasil. Devido às semelhanças da configuração da região perineal dessa espécie, ela foi sinonimizada com M. incognita. Um novo nematoide das galhas com fenótipo de esterase atípico (Est Y3) foi posteriormente detectado em yacon (Smallanthus sonchifolius) em Capão Bonito, São Paulo. A espécie descrita por Lordello 1956 foi revalidada através de Taxonomia Integrativa que permitiu alocar M. inornata na lista de espécies válidas. Essa espécie de reprodução partenogênica já tem sido relatada no feijoeiro no Paraná e no yacon no Espírito Santo. Bioquimicamente, M. inornata se caracteriza por apresentar o fenótipo esterase Est I3*, sendo considerado o caráter mais útil para diferenciá-la de outras espécies do gênero Meloidogyne. Não existem ainda marcadores moleculares disponíveis para identificação dessa espécie. Várias espécies de nematoides das galhas, entre elas M. inornata, têm sido descritas como não virulentas ao gene Mi-1.2 do tomateiro. No entanto, populações de M. inornata foram detectadas parasitando tomateiros contendo o gene Mi-1.2 no estado do Espírito Santo e resultados contraditórios em relação ao perfil de virulência foram observados nos diferentes híbridos contendo o gene Mi-1.2. Além disso, o controle de M. inornata é ainda limitado devido à ausência de informações precisas sobre a gama de hortaliças hospedeiras, bem como o seu perfil de virulência em relação a acessos portadores de fatores de resistência para outras espécies de Meloidogyne. As estratégias de controle mais indicadas em hortaliças empregam a combinação de resistência genética e a rotação de culturas, que consiste em alternar espécies hospedeiras e não hospedeiras (resistentes) do nematoide e que podem ajudar a reduzir sua população no solo. Neste contexto, os objetivos do presente trabalho são: (i) comprovar a virulência de M. inornata em tomateiros portadores do gene de resistência Mi-1.2, considerando a reprodução em plantas resistentes homozigotas resistentes, heterozigotas e homozigotas suscetíveis; (ii) avaliar a hospedabilidade e identificar hortaliças más hospedeiras ou resistentes a M. inornata que possam ser utilizadas em sistemas de rotações de culturas; (iii) propor sistemas de rotação com diferentes hortaliças para áreas infestadas com essa espécie de nematoide. Os ensaios foram conduzidos na Embrapa CENARGEN com auxílio da Embrapa Hortaliças no período compreendido entre abril de 2024 a abril de 2025. Os experimentos foram conduzidos em três etapas: (1) produção das mudas e transplante para vasos definitivos, com capacidade de 5L, preenchidos com uma mistura de solo autoclavado e composto Bioplant® (1:1), (2) extração e inoculação de ovos do nematoide e (3) avaliação da reprodução do nematoide nas diferentes espécies de hortaliças. O inóculo de M. inornata foi obtido a partir de raízes de tomateiro proveniente de Alto Caxixi–ES, com confirmação prévia da esterase (Est I3*) e multiplicado em tomateiro suscetível cultivar ‘Santa Clara’. Ao final de dois a quatro meses (de acordo com a planta em teste) foram avaliados índice de galhas e de massa de ovos (com base em uma escala de 0 a 5) bem como o número de ovos e o fator de reprodução (FR). Os bioensaios, com pressão de inóculo de 5.000 ovos por planta, confirmaram a suscetibilidade da cultivar ‘Nemadoro’ homozigota (Mi-1.2/Mi-1.2) para população virulenta de M. inornata Est I*, indicando que ela representa um novo patótipo deste patógeno. Essa população não se mostrou patogênica na cultivar Coffea arabica ‘Catuaí Vermelho 144’. Além disso, várias hortaliças foram identificadas como más hospedeiras com especial destaque para os pimentões e pimentas que se comportaram como imunes (= não hospedeiras), podendo ser empregadas em sistemas de rotação de culturas em áreas previamente infestadas pela população virulenta de M. inornata.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - JADIR BORGES PINHEIRO - EMBRAPA
Interno - 6404906 - JUVENIL ENRIQUE CARES
Presidente - ***.496.721-** - LEONARDO SILVA BOITEUX - EMBRAPA
Externa à Instituição - VANESSA DA SILVA MATTOS - EMBRAPA
Notícia cadastrada em: 19/01/2026 10:56
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