Banca de DEFESA: NATÁLIA ALENCAR NETTO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : NATÁLIA ALENCAR NETTO
DATA : 13/08/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório nº 02 do Instituto de Ciências Biológicas
TÍTULO:

"Infectividade de dois isolados de potato virus Y em cultivares de batateira (Solanum tuberosum)."


PALAVRAS-CHAVES:

Solanum tuberosum, Potyvirus yituberosi, potyvírus, mosaico, NGS.


PÁGINAS: 55
RESUMO:

A batata (Solanum tuberosum) destaca-se como um dos pilares da segurança alimentar mundial. No Brasil, de acordo com dados da Produção Agrícola Municipal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o valor da produção alcançou a marca de 12 bilhões de reais em 2024. No entanto, o rendimento dessa cultura esbarra emdesafios fitossanitários, dentre os quais as viroses são consideradas um dos entraves mais limitantes. Atualmente, o patógeno viral de maior importância para a cultura, tanto globalmente quanto no Brasil, é o Potyvirus yituberosi (potato virus Y- PVY). Os danos causados na batata incluem principalmente sintomas na parte aérea, como mosaico, necrose e nanismo, podendo também afetar os tubérculos em cultivares suscetíveis. Esse quadro prejudica diretamente a produção, com quedas de produtividade de até 80%. Além disso, o PVY abrange uma gama de hospedeiros que inclui o tomate e o pimentão, culturas que também sofrem expressivos impactos econômicos. No tomateiro, a doença provoca mosaico, clorose e necrose, reduzindo o vigor vegetativo e o rendimento de frutos. Já no pimentão, a infecção em fases iniciais induz deformação foliar, mosaico, enfezamento e riscas nos frutos, gerando perdas que podem atingir 80% a 100%. Hipoteticamente, assume-se que isolados de PVY adaptados ao tomateiro apresentam uma capacidade de infecção distinta e reduzida em outras solanáceas, deixando de atuar como uma fonte de inóculo perigosa para a batateira. Para avaliar a importância de PVY na cultura da batata, foi feito um levantamento do viroma em uma área de produção de batata-semente do Distrito Federal. A análise do viroma revelou a presença principalmente de PVY e também de patógenos emergentes como o tomato chlorosis virus (ToCV), demonstrando a prevalência de PVY como ameaça ao cultivo da batateira. Em seguida, foi feita uma investigação da interação de dois isolados (um de tomate e outro de batata) de PVY em cultivares de batata comerciais, analisando as potenciais diferenças de infectividade e severidade de sintomas de acordo com a origem da fonte do vírus. Quatro cultivares de batata (Ágata, Atlantic, Markies e Orchestra) foram selecionadas com o objetivo de determinar a taxa de infecção de cada isolado por cultivar usando o método dot-ELISA, comparar a severidade de sintomas causados pelos isolados e quantificar o acúmulo viral resultante da interação isolado-cultivar. A partir da inoculação dos dois isolados, os principais sintomas observados foram: mosqueado, clorose, pontos necróticos, enrugamento, necrose e nanismo. Infecções assintomáticas também foram observadas. Os resultados indicaram diferenciação do isolado de tomate (TOMNEC) na infecção em batateira, o qual promoveu um acúmulo viral significativamente superior e mostrou ser mais agressivo que o isolado de batata. Embora ambos os isolados tenham mantido o padrão de comportamento, o fator cultivar foi determinante para a ocorrência e o nível da infecção. A cultivar Atlantic confirmou ser a mais suscetível, exibindo alta carga viral e sintomas severos de fácil diagnose no campo. Em seguida, a cultivar Markies apresentou comportamento variável, enquanto a Ágata, apesar do acúmulo viral significativo, manifestou sintomas diversos, dificultando a inspeção visual. Por fim, a cultivar Orchestra demonstrou resistência ao PVY, evidenciando que o risco epidemiológico e a diagnose visual dependem diretamente da cultivar. Desta forma, foi possível verificar que os isolados de PVY apresentaram perfis de infecção próximos, mas com potencial tendência de diferenciação ao longo da contínua interação com o respectivo hospedeiro, e, entre as cultivares avaliadas, uma delas mostrou um alto nível de resistência a ambos os isolados.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ***.936.991-** - ALICE KAZUKO INOUE NAGATA - EMBRAPA
Interna - 1723060 - RITA DE CASSIA PEREIRA CARVALHO
Externa à Instituição - MARILIA SANTOS SILVA PATRIOTA - EMBRAPA
Externa à Instituição - SIMONE DA GRAÇA RIBEIRO - EMBRAPA
Notícia cadastrada em: 31/07/2026 17:12
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