Projeto Pedagógico do Curso

Dois perfis de egresso são fomentados na estrutura curricular do curso de Engenharia Mecânica: perfil industrial e perfil científico. O perfil Industrial, voltado para a formação de egressos com ênfase em projeto, implementação e monitoramento de sistemas industriais e de cadeias produtivas Ele é complementado com as seguintes disciplinas optativas: ENM0143 INTRODUÇÃO À ENGENHARIA MECÂNICA (30 h - 1º nível) IFD0181 FÍSICA 3 EXPERIMENTAL (60 h - 3º Nível) ENM0290 LABORATÓRIO DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA (30 h - 4º Nível) ENM0125 PROJETO DE MECANISMOS (60 h - 5º Nível) ENM0281 MÉTODOS EXPERIMENTAIS EM FLUIDOS (30 h - 6º Nível) ENM0088 SISTEMAS DE CONTROLE (60 h - 7º Nível) ENM0283 MANUFATURA ADITIVA EM METAIS (30 h - 8º Nível) ENM0106 MÁQUINAS DE ELEVAÇÃO & TRANSPORTE (60 h - 10º Nível) Essas disciplinas visam atender restrições de registro vigentes em unidades do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA). São também indicadas para este perfil atividades em Iniciação Tecnológica (PIBIT), realização de estágio não obrigatório, participação em empresas juniores e equipes de competição. O perfil Científico é voltado para a formação de pesquisador de conhecimentos técnicocientíficos e de novas tecnologias. São incentivadas atividades de Iniciação Científica (PIBIC), participação em projetos de pesquisa e disciplinas do curso de pós-graduação listadas no Quadro 4 (Apêndice I). É importante enfatizar que os Perfis não são excludentes, que é possível trilhar ambos a critério do discente e que há componentes curriculares que são relevantes para os dois perfis. Adicionalmente, as áreas do curso de Engenharia Mecânica se comprometem a revisar o conteúdo das disciplinas obrigatórias de forma a potencializar a formação nos dois perfis e se adequar as necessidades do mercado de trabalho. conteúdo das disciplinas obrigatórias de forma a potencializar a formação nos dois perfis e se adequar as necessidades do mercado de trabalho. 

O objetivo do curso de Engenharia Mecânica da UnB é formar líderes em solução de problemas multidisciplinares, formuladores de políticas públicas e profissionais para suprir as necessidades da indústria regional, nacional e internacional, visando inovação de processos e de produtos, desenvolvimento econômico e tecnológico, mitigação de impactos ambientais, aprimoramento da qualidade de vida e do bem-estar social.  Especificamente, o objetivo do processo pedagógico é a formação de egressos habilitados a cumprirem às atividades das diferentes modalidades profissionais da Engenharia dispostas na alínea "b" do artigo 6º e parágrafo único do artigo 84 da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966: “Art. 1º - Para efeito de fiscalização do exercício profissional correspondente às diferentes modalidades da Engenharia e Agronomia em nível superior e em nível médio, ficam designadas as seguintes atividades:  Atividade 01 - Supervisão, coordenação e orientação técnica;  Atividade 02 - Estudo, planejamento, projeto e especificação; Atividade 03 - Estudo de viabilidade técnico-econômica; Atividade 04 - Assistência, assessoria e consultoria;  Atividade 05 - Direção de obra e serviço técnico; Atividade 06 - Vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnico; Atividade 07 - Desempenho de cargo e função técnica; Atividade 08 - Ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação técnica; extensão; Atividade 09 - Elaboração de orçamento; Atividade 10 - Padronização, mensuração e controle de qualidade; Atividade 11 - Execução de obra e serviço técnico; Atividade 12 - Fiscalização de obra e serviço técnico; Atividade 13 - Produção técnica e especializada; Atividade 14 - Condução de trabalho técnico Atividade 15 - Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção; Atividade 16 - Execução de instalação, montagem e reparo; Atividade 17 - Operação e manutenção de equipamento e instalação; Atividade 18 - Execução de desenho técnico.” Adicionalmente, o ENM almeja o estabelecimento de uma parceria forte entre os líderes da indústria e a Faculdade de Tecnologia e para tal tem fomentado acordos de cooperação, prestações de serviço e projetos de pesquisa de forma a fortalecer o vínculo entre estas instituições. 

As metodologias de ensino de cada uma das componentes curriculares do curso são detalhadas nos planos de ensino divulgados na página do ENM. Sempre que possível e relevante, é esperado do docente a busca por atração de problemas industriais e a sua incorporação como temas transversais das componentes curriculares. Tal iniciativa visa familiarizar o discente com os desafios reais que serão apresentados pelo mercado de trabalho. Em suma a metodologia de ensino visa o fomento de habilidades e competências na forma de exposição de conteúdo, estudos dirigidos, exercícios, seminários, estudos de caso e solução de problemas didáticos, atividades em laboratório, solução de problemas práticos, programação, modelagem e simulação, implementação de soluções de engenharia, visitas técnicas e projetos integradores. As aulas práticas visam a consolidação de conceitos fundamentais; observação de fenômenos; prática de procedimentos e metodologias de experimentação; modelagem e análise e utilização de ferramentas, máquinas, aplicativos e programas computacionais; dentre outros. 

A ampla maioria das atividades de Gestão do Curso fazem parte das prerrogativas da Coordenação, conforme listado no item 3.2. Decisões sobre alterações curriculares são discutidas em reuniões do Núcleo Docente Estruturante (NDE) e apreciadas pela Câmara de Cursos de Graduação (CCG) da FT. A Comissão Própria de Avaliação (CPA) é a responsável por coordenar os processos de avaliação interna e pelo fornecimento de informações solicitadas pelo avaliador externo, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). A CPA da Universidade de Brasília foi instituída pela resolução do Conselho Universitário (CONSUNI) Nº31/2013, e atua de forma autônoma em relação aos órgãos da instituição. Anualmente, a CPA elabora o Relatório de Autoavaliação Institucional, com ações voltadas a avaliar os eixos e dimensões conforme instrumento de avaliação institucional utilizado pelo INEP. O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) avalia o rendimento de discentes de cursos de graduação. São observados os conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares dos cursos, o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias ao aprofundamento da formação geral e profissional, e o nível de atualização dos estudantes com relação à realidade brasileira e mundial. A inscrição é obrigatória para discentes na condição de “provável formando”. O CPC (Conceito Preliminar do Curso) pondera o Conceito ENADE, o Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), a qualidade do Corpo docente e percepção do Discente.

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