O curso da UnB é estruturado de forma que, ao longo do processo formativo, nossos estudantes devem se tornar profissionais que sejam: • referência em excelência profissional e competência técnica, administrativa e política na Gestão Ambiental Pública e Privada; • capazes de criar, realizar e coordenar projetos e trabalhos em grupo com equipes interdisciplinares e multidisciplinares imbuídas da busca de soluções na Administração e Gestão Ambiental; • conhecedores dos marcos institucionais expressos pela legislação ambiental e pelas políticas públicas ambientais e respectivos programas governamentais, com senso crítico e propositivo para interagir com o Estado, Sociedade e Mercado para promover a interação democrática entre os três setores para uma gestão ambiental compartilhada e co-responsável; • capazes de atuar no planejamento ambiental, uso sustentável dos recursos naturais, monitoramento, fiscalização e mitigação da exploração de ecossistemas, recuperação e manejo de ambientes degradados e elaborar métodos de avaliação dos serviços ecossistêmicos. Portanto, espera-se que o gestor ambiental formado na UnB seja um profissional catalisador na resolução de problemas ambientais, uma vez que ele esteja habilitado para dialogar com os vários atores e profissionais que atuam na resolução de questões relativas à interação ser humano – meio ambiente. Portanto, irá promover o uso sustentável e equitativo dos recursos naturais e ambientais.
Não existe diretriz curricular para o bacharelado em Gestão Ambiental. No entanto, enquanto área de conhecimento e intervenção social, espera-se formar profissionais com perfil de atuar no campo de mediação das relações existentes entre Sociedade e Natureza. Por isso, a formação dos Bacharéis em Gestão Ambiental é interdisciplinar, abrangendo as áreas de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, como Administração e Economia; Ciências Biológicas, como Ecologia; e de Ciências Exatas e da Terra. Desta forma, esses profissionais com visão interdisciplinar podem aplicar, de maneira conjunta, os conhecimentos de ciências da natureza e humana para encontrar soluções para os problemas ambientais, de forma a minimizar os impactos das organizações sobre o meio ambiente e orientar o desenvolvimento na rota da sustentabilidade. O profissional egresso do curso de Bacharelado em Gestão Ambiental deverá estar preparado para atuar no cerne dos conflitos e dilemas gerados pelas ações antrópicas no ambiente bem como buscar soluções ou medidas atenuadoras que sejam viáveis e realistas para problemáticas socioambientais diversas. Na ocasião da redação deste documento, o projeto de lei N.º 3.515/2019, que propõe a Regulamentação do exercício da profissão de Gestor Ambiental ainda se encontrava em tramitação. Por este motivo, o perfil do egresso e as atividades do profissional foram pensadas baseando-se naquelas descritas na Classificação Brasileira de Ocupações – CBO, publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Especificamente, as CBOs 2140-05 e 2140-10 contém informações sobre profissionais do Meio Ambiente e as condições para o exercício da profissão. A CBO 2140 está em harmonia com o projeto de lei que propõe a Regulamentação do exercício da profissão de Gestor Ambiental. Portanto, baseado-se nessas informações, prevê-se que o curso de Gestão Ambiental da FUP deverá fornecer habilidade para seus egressos atuarem na áreas: I – educação ambiental; II – gerenciamento e implantação de Sistema de Gestão Ambiental (SGA); III – gestão de resíduos; IV – elaboração de políticas ambientais; V – desenvolvimento, implantação e assinatura de projetos ambientais; VI – auditorias, elaboração e assinatura de laudos e pareceres ambientais; VII – avaliação de impactos ambientais; VIII – assessoria ambiental; IX – implementação de procedimentos de remediação; X – docência; XI – elaboração de relatórios ambientais; XII – monitoramento de qualidade ambiental; XIII – avaliação de conformidade legal; XIV – recuperação de áreas degradadas; XV – elaboração e implantação de projetos de desenvolvimento sustentável; XVI – licenciamento ambiental; XVII – elaboração de plano de manejo. Além disso, os bacharéis em Gestão Ambiental da UnB podem se credenciar ao conselho profissional CREA-DF e em breve ao CRQ (processo em tramitaçãopara este último). Este credenciamento também pode nortear as atribuições do profissional registrado em cada conselho.
A grande maioria dos professores adota o modelo de aula expositiva em seus cursos. No entanto, por se tratar de um curso em que se pode explorar diferentes situações reais, vários componentes curriculares têm em sua composição créditos práticos para contemplar aulas em laboratório e, mais frequentemente, em saídas de campo e visitas técnicas. Além disso, a partir deste PPC, serão inseridas atividades de extensão. O NDE realizou, entre os professores do curso, um levantamento de metodologias diferenciadas e inovadoras que promovem a aprendizagem, contemplando a interdisciplinaridade e a articulação teórico-prática. Foi levantada que uma ampla variedade de métodos que são empregados no desenvolvimento das atividades pedagógicas no curso de Gestão Ambiental, que expõem o aluno a uma miríade de formas enriquecedoras de ensino. Em síntese, são utilizados: (1) simuladores de gestão de cidades; (2) vídeos com problemas ambientais atuais que serão objeto de resolução de problemas por parte dos alunos; (3) construção de mapas mentais a partir das aulas; (4) simulação de audiências públicas; (5) debates; (6) reconhecimento e mapeamento de bacias hidrográficas da região por meio de sensoriamento remoto e sistemas de informação geográficas; (7) elaboração de resenhas/cartas de artigos científicos; (8) realização de feiras de empresas (interação com a comunidade); (9) elaboração e avaliação de projetos por parte dos próprios estudantes – estudante avaliador e estudante elaborador; (10) elaboração de vídeos a respeito de questões ambientais; (11) uso situações locais para o aluno entender e visualizar questões vistas em sala de aula dentro do ambiente em que vive; (12) palestras por profissionais (incluindo egressos do curso) abordando questões ambientais; (13) seminários; (14) simulação de criação de empresas; (15) resolução e interpretação de dados ambientais com base em softwares como R; (16) Construção de postagens em redes sociais para divulgação de conhecimento tratado em diferentes disciplinas.
A avaliação pedagógica do Curso de Gestão Ambiental da FUP é uma operação sistemática e contínua de recolhimento de informações, seja sobre os alunos e seu desempenho, interesses e características; sobre o desempenho dos professores, metodologia e atividades empregadas ou sobre a infraestrutura da universidade. Dessa forma, o processo ensinoaprendizagem passa constantemente por situações de planejamento e replanejamento. As informações usadas para tais avaliações são provenientes de diferentes meios, sejam interno ou externo à universidade. São eles: - Visita de comissão designada pelo MEC para avaliação do curso – através do relatório emitido após a visita, é possível reconhecer pontos positivos e aqueles que merecem melhorias. - Avaliação de Disciplinas e Desempenho Docente – Formulário preenchido voluntariamente por estudantes no final do semestre ao concluírem cada disciplina. A cada semestre os professores recebem o compilado das respostas obtidas para cada uma das disciplinas ofertadas. - Comissão Própria de Avaliação (CPA) – A CPA da Universidade de Brasília é uma instância de atuação autônoma em relação aos órgãos da UnB, e é responsável por coordenar os processos de avaliação interna da UnB. A CPA da UnB é composta por 17 membros que contemplam todos os segmentos da comunidade acadêmica: docentes, discentes, técnicos-administrativos e da sociedade civil e tem papel preponderante na avaliação dos processos de ensino, pesquisa, extensão e gestão da UnB. Além de usarem informações dos dois itens anteriores, a comissão realiza estudos e tem mecanismos próprios de avaliação dos cursos e unidades acadêmicas. As informações e os resultados obtidos pelos meios descritos acima são discutidos em diferentes instâncias, a saber: - Colegiado dos cursos de graduação – Formado pelos coordenadores dos cursos, por representantes das diferentes áreas de conhecimento da Faculdade UnB Planaltina e por representante discente, o colegiado se reúne mensalmente para tratar de diversos assuntos relacionados aos cursos de graduação do campus. - Comissão de Apoio Pedagógico Faculdade UnB Planaltina (FUP)– Grupo formado por representantes das diferentes áreas de conhecimento da FUP, com a finalidade de: I. atuar na perspectiva do desenvolvimento da docência e inovação do ensino oferecendo à unidade acadêmica apoio para melhoria crescente em matéria didática e pedagógica; II. incentivar o estudo, a reflexão e a discussão de metodologias de ensino aprendizagem e de avaliação da aprendizagem, fomentando ações de formação continuada do corpo docente no campo pedagógico; III. favorecer o intercâmbio científico e acadêmico como meio permanente de diálogo, de renovação das práticas pedagógicas e de promoção da aprendizagem discente; IV. apoiar o desenvolvimento de ações voltadas ao cuidado e atenção com a saúde do corpo docente da unidade; V. assessorar a Direção da FUP e seus Colegiados na análise, discussão e mediação em matéria didática e pedagógica, apoiando, quando requisitada, em situações de conflito. - Fórum de Professores do curso de Gestão Ambiental – Formado por todos os professores que lecionam disciplinas para o curso, além de representante discente. O fórum se reúne esporadicamente para discutir demandas surgidas. - Núcleo Docente Estruturante (NDE). Todas as instâncias mencionadas acima apresentam representação docente do curso de Gestão Ambiental. Resultados das discussões no ambito dessas instâncias e que possam beneficiar o processo de ensino e aprendizagem e do bom relacionamento com os estudantes são eventualmente relatados e debatidos em reuniões de Fórum de professores do curso por seus representantes. Além disso, casos que eventualmente surjam em meio aos processos de avaliação citados acima e que envolvam situações particulares de professores são tratados individualmente com a chefia imediata em busca de adequações.
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