Os alicerces do espaço: instituições, hegemonia e imperialismo no século XXI.
Instituições; Acumulação por espoliação; Brasil; Canadá
Este trabalho defende a hipótese de que o caráter geográfico das instituições é contraditório na sua produção e
mediação de espaço e territórios. De um lado, tem-se as instituições a serviço do imperialismo, que mediam o espaço
e adentram os territórios para fortalecer, direta ou indiretamente a acumulação de capital. Por outro, as instituições
estratégicas, contra hegemônicas, de base popular, oriundas de movimentos socioespaciais e socioterritoriais, com o
objetivo de construir e acessar políticas públicas. Tomamos como recorte uma análise comparativa entre Brasil e
Canadá, considerando os distintos contextos de colonização que ambos foram submetidos. No Brasil, elegemos como
estudos de caso a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, como um projeto estatal e o Instituto Biomas, Povos & Territórios
(iBiomas), oriundo do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). No Canadá, nos propomos a compreender o
impacto das Residential Schools, a atuação do governamental do parlamento canadense e a relação com as instituições
das First Nations no país. Como recorte temporal, a análise estará direcionada para o século XXI, que aos auspícios do
materialismo dialético, recorre aos acúmulos do tempo-histórico e rememora os processos de colonização, de disputas
territoriais, conjunturas políticas até o debate mais recente da soberania de dados.