Formação socioespacial e patrimônio-territorial na América Latina: quilombos Mesquita (Goiás-Brasil) e San Basílio (Bolívar-Colômbia)
Patrimônio-territorial, formação socioespacial, quilombos, re-existência.
A presente dissertação tem como temática as práticas de ativação popular do patrimônio-territorial em comunidades afrodescendentes, face à formação socioespacial de cada país e as dinâmicas rurais-urbanas latinoamericana, especificamente, nos territórios do Quilombo Mesquita, na Cidade Ocidental em Goiás, Brasil e no Palenque de San Basílio, em Bolívar, Colômbia. Diante do exposto, surge o questionamento: como ocorre a ativação popular do patrimônio-territorial nos quilombos Mesquita (Goiás – Brasil) e Palenque de San Basílio (Bolívar – Colômbia), face à formação socioespacial de cada país e as dinâmicas rurais-urbanas contemporâneas na América Latina? A pertinência do tema se evidencia a partir do contexto histórico e social na qual estão inseridas as comunidades afrodescendentes, marcadas por processos contínuos de opressão, onde sua existência configura re-existência frente à lógica hegemônica da colonialidade (Quijano, 1992; Costa, 2021). Ao eleger a ativação popular do patrimônio-territorial (Costa, 2017) como eixo central desta pesquisa, pretende-se ampliar a compreensão dos territórios negros na ótica do patrimônio-territorial (decolonial-existencial) e das dinâmicas rurais-urbanas, contribuindo para o reconhecimento da importância dessas localidades nas dinâmicas socioespaciais contemporâneas na América Latina.