TENDÊNCIAS DA MORTALIDADE PLENAMENTE ATRIBUÍVEL AO USO DO ÁLCOOL NO BRASIL E REGIÕES, 2011 A 2023: UM ESTUDO ECOLÓGICO.
Transtornos relacionados ao uso de álcool. Mortalidade. Saúde Pública. Determinantes Sociais da Saúde. Saúde Mental. Estudo Ecológico.
O consumo de álcool representa um desafio de saúde pública no Brasil e no mundo, devido ao seu impacto sobre a morbimortalidade e à sua relação com as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), transtornos mentais e agravos a saúde individual e coletiva. Embora existam estratégias, como a redução de danos, e políticas públicas voltadas à diminuição do consumo, as desigualdades sociais e regionais restringem o acesso à prevenção e tratamento dos usuários. O objetivo deste estudo é analisar a tendência temporal da mortalidade plenamente atribuível ao uso de álcool no Brasil e regiões, no período de 2011 a 2023. Trata-se de um estudo ecológico de série temporal, utilizando dados secundários do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. Foram considerados os códigos CID-10, segundo a Nota Técnica nº 44/2022- CGDANT/SVS/MS, referentes às causas de morte plenamente atribuível ao uso do álcool. As taxas de mortalidade serão padronizadas por 100 mil habitantes e analisadas por meio da regressão de Prais-Winsten e do modelo Joinpoint, para estimar a variação percentual anual (VPA). Cabe destacar que existe uma lacuna de estudos nacionais que analisem a mortalidade plenamente atribuível ao uso do álcool.