ANÁLISE DE EFETIVIDADE DA TELESSAÚDE NO MODELO DE ATENÇÃO PRIMÁRIA EM UMA OPERADORA DE SAÚDE: ESTUDO DE COORTE RETROSPECTIVO ENTRE 2023 E 2025.
Telessaúde, Atenção Primária à Saúde, Saúde Suplementar, Condições Crônicas
Introdução: A alta prevalência de condições crônicas no Brasil representa um desafio significativo para a gestão de políticas de saúde pública e suplementar, especialmente diante do elevado custo assistencial. Na saúde suplementar, o modelo de Atenção Primária à Saúde (APS) tem se destacado como uma abordagem eficiente para o manejo dessas condições, promovendo acesso, cuidado integral, longitudinal e coordenado. Neste contexto, a telessaúde pode ser utilizada para diferentes propósitos da APS, graças ao uso de dispositivos e plataformas existentes, a telessaúde pode fornecer serviços de APS escaláveis em todo o país. Objetivos: Este estudo tem por objetivo avaliar a efetividade da APS quanto ao uso de serviços de pronto-socorro, consultas eletivas em especialistas e internações evitáveis na saúde suplementar., no contexto de uma operadora de saúde de abrangência nacional, entre junho de 2023 e julho de 2025. Método: Estudo de natureza quantitativa, com delineamento de coorte retrospectiva, utilizando dados secundários oriundos das plataformas assistenciais e administrativas da operadora. A análise de efetividade será realizada por meio de modelos estatísticos de regressão multivariada, com estratificação de variáveis sociodemográficas. Resultados: Foram analisados 34.084 beneficiários vinculados à APS Digital, dos quais 66% eram do sexo feminino. A faixa etária predominante foi entre 30-49 anos (50%), com 27,7% acima dos 60 anos. A maior concentração geográfica foi no Distrito Federal (16%). As condições crônicas autorreferidas mais prevalentes foram hipertensão (8,9%), doenças endócrinas (4,4%), saúde mental (3,6%) e diabetes (3,0%). A estratificação de risco indicou predominância dos grupos de risco médio-baixo (40%) e médio (39%).