Banca de DEFESA: HENRIQUE ANTÔNIO CAVALHEIRO RODRIGUES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : HENRIQUE ANTÔNIO CAVALHEIRO RODRIGUES
DATA : 01/12/2025
HORA: 20:00
LOCAL: Sala 6 - prédio do ULEG/FS
TÍTULO:

COMUNICAÇÃO POSITIVA: A REPRESENTAÇÃO DAS PESSOAS QUE VIVEM COM HIV/AIDS NO BRASIL.


PALAVRAS-CHAVES:

Comunicação e Saúde, Saúde Pública, HIV/aids, Estigma, Representação Social


PÁGINAS: 100
RESUMO:

Esta dissertação tem como objetivo analisar as narrativas e formas de representação das pessoas que vivem com HIV/aids em matérias jornalísticas publicadas entre 2020 e 2024 nos portais G1, UOL e CNN Brasil, investigando de que modo o discurso midiático contribui para a manutenção ou superação do estigma associado ao HIV. Considerando a relevância da comunicação como mediadora entre ciência e sociedade, o estudo compreende a mídia como agente ativo na formação de percepções sociais sobre saúde, sexualidade e cidadania. Adotou-se uma abordagem quantiqualitativa, com base na técnica de análise de conteúdo proposta por Laurence Bardin, aplicada a um corpus de 1.945 matérias sobre HIV/aids, sendo 210 diretamente relacionadas às pessoas vivendo com o vírus. A análise foi sustentada pela teoria do estigma de Erving Goffman, articulando os campos da comunicação, saúde coletiva e direitos humanos. Os resultados apontam que, embora a cobertura jornalística apresente avanços em diversidade temática e ampliação de vozes, ainda persiste a reprodução de narrativas moralizantes e estigmatizantes. Das 210 matérias sobre pessoas vivendo com HIV/aids, 113 (53,8%) foram classificadas como estigmatizantes, majoritariamente concentradas nas editorias policial e de obituário, associando o HIV a crime, culpa e morte. Em contraposição, 97 matérias (46,2%) foram identificadas como não estigmatizantes, predominando nas editorias de saúde e informação, com abordagens voltadas à prevenção e superação. A pesquisa demonstra que a linguagem jornalística e os enquadramentos adotados influenciam diretamente a forma como a sociedade percebe o HIV, podendo reforçar preconceitos ou promover inclusão. Conclui-se que superar o estigma exige a consolidação de práticas comunicacionais éticas e humanizadas, que reconheçam as pessoas vivendo com HIV/aids como protagonistas de suas histórias e não como objetos de medo ou compaixão.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - DANIEL CANAVESE DE OLIVEIRA - UFRGS
Externo ao Programa - 1225317 - EDGAR MERCHAN HAMANN - nullExterna ao Programa - 1193040 - ELEN CRISTINA GERALDES - nullPresidente - 1261290 - XIMENA PAMELA CLAUDIA DIAZ BERMUDEZ
Notícia cadastrada em: 21/11/2025 16:26
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