Banca de DEFESA: FERNANDA CRISTINA DE FREITAS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : FERNANDA CRISTINA DE FREITAS
DATA : 16/12/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (FS/UnB)
TÍTULO:

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E EVOLUÇÃO TEMPORAL DA SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE NO DISTRITO FEDERAL, BRASIL, 2019 A 2023: ESTUDO ECOLÓGICO DE SÉRIE TEMPORAL DESCRITIVA.


PALAVRAS-CHAVES:

Síndrome Respiratória Aguda Grave; Vírus respiratórios; Influenza; Pandemia; Covid-19.


PÁGINAS: 100
RESUMO:

As infecções do trato respiratório são um importante problema de saúde pública, os vírus respiratórios são os principais agentes causadores, podendo levar à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), um quadro grave de síndrome gripal com dispneia, desconforto respiratório, Saturação de O₂ ≤94%, e outras complicações, apresentando alta morbimortalidade, exigindo internações e, muitas vezes, suporte intensivo. Este estudo tem por objetivo descrever o perfil epidemiológico e analisar a evolução temporal dos casos de SRAG no Distrito Federal (DF), no período de 2019 a 2023, considerando variáveis demográficas, clínicas e laboratoriais, além de comparar tendências entre diferentes períodos e relacioná-las a eventos relevantes de saúde pública. Trata-se de um estudo ecológico, de série temporal descritiva, baseado em dados secundários de notificações registrados no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEPGripe), extraídos do banco público, disponibilizado pelo OpenDataSUS. A análise dos dados foi realizada utilizando o Microsoft Excel 365®, por meio da distribuição de frequências absolutas e relativas. Entre 2019 e 2023, foram registrados 90.524 casos de SRAG no DF. No período prépandêmico (2019), com 2.158 casos, observou-se maior incidência em crianças menores de 5 anos, predominância do sexo masculino e da raça/cor parda. O vírus sincicial respiratório (VSR) foi o principal agente etiológico, seguido pelo vírus influenza. A maioria dos casos necessitou de oxigenoterapia não invasiva, e 29% demandaram internação em UTI. O desfecho predominante foi a cura, embora os óbitos tenham representado 16% dos casos. Durante o período pandêmico (2020– 2022), o número de internações por SRAG aumentou 12,5 vezes em relação a 2019, e as três ondas epidemiológicas da Covid-19 ocorridas nesse período no DF, acompanharam, com variações temporais, os padrões nacionais. O SARS-CoV-2 tornou-se o principal agente etiológico, substituindo a circulação do VSR e de outros vírus. A incidência passou a ser maior entre adultos e idosos, especialmente em indivíduos com doenças crônicas cardiovasculares, diabetes e obesidade. A proporção de casos que necessitaram de ventilação invasiva e UTI aumentou, assim como o número de óbitos, que foi cinco vezes maior que em 2019. No período pós-pandêmico (2023), observou-se redução na circulação do SARS-CoV-2 e recrudescimento do VSR, especialmente entre crianças menores de 5 anos. A sazonalidade dos vírus respiratórios voltou a padrões próximos aos anteriores à pandemia. As doenças cardiovasculares, asma e diabetes mellitus permaneceram como principais comorbidades. Houve redução da necessidade de suporte ventilatório e queda expressiva na mortalidade, com mais de 90% dos casos evoluindo para cura. A análise também evidenciou problemas de completude e qualidade dos dados, principalmente nos anos de maior sobrecarga do sistema (2020 e 2021). Conclui-se que houve mudanças significativas no perfil epidemiológico e clínico dos casos, influenciadas principalmente pela pandemia de Covid-19, e que a qualificação dos dados é muito importante para nortear o planejamento e implementação de políticas públicas e respostas a emergências em saúde. 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - FELIPE TEIXEIRA DE MELLO FREITAS - HMIB
Externo ao Programa - 1840722 - MAURO NISKIER SANCHEZ - nullPresidente - ***.182.870-** - RAFAEL DALL'ALBA - UnB
Interna - 1905372 - VERONICA CORTEZ GINANI
Notícia cadastrada em: 21/11/2025 17:02
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