A ADESÃO À TERAPIA ANTIRRETROVIRAL EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA DO DISTRITO FEDERAL, BRASIL
Terapia Antirretroviral; TARV; HIV; Adesão ao Tratamento
Introdução: A infecção pelo HIV ainda se constitui enquanto um problema de saúde pública no Brasil e no mundo. O tratamento com as terapias antirretrovirais (TARV) é central na estratégia global de enfrentamento ao vírus, ao reduzir a morbimortalidade e estabelecer a condição crônica do HIV, possibilitando a supressão viral e a quebra da cadeia de transmissão pela infecção. Objetivo: Investigar a adesão à TARV e seus fatores sociodemográficos e clínicos associados em pessoas vivendo com HIV/aids atendidas no Centro Especializado em Doenças Infecciosas (CEDIN) do Distrito Federal.. Método: Estudo transversal analítico com dados secundários de 2018 a 2022 (exceto 2020). Utilizou-se Regressão de Poisson com variância robusta para estimar as Razões de Prevalência (RP) e Intervalos de Confiança de 95% (IC95%). Resultados: A taxa de adesão adequada à TARV foi de 85,14%. No modelo multivariado final, mantiveram associação estatisticamente significante com a adesão: uso de esquemas terapêuticos baseados em Dolutegravir (prevalência 15% maior em comparação a outros esquemas) e a autodeclaração de raça/cor parda e branca/amarela/indígen (prevalência de 11% a 12% superior em relação a pessoas pretas). Observou-se ainda uma tendência de maior adesão entre indivíduos de idade mais avançada (50 anos ou mais) e com maior escolaridade (ensino superior completo). Conclusão: A adesão à TARV no CEDIN atingiu patamares elevados, sendo influenciada pelo esquema terapêutico e por disparidades raciais, além de nuances socioeconômicas e etárias, o que sugere a necessidade de estratégias de cuidado equitativas e focadas em grupos de maior vulnerabilidade.