PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA SÍFILIS CONGÊNITA NO DISTRITO FEDERAL: ANÁLISE DOS CASOS NOTIFICADOS ENTRE 2015 E 2023.
“Sífilis congênita; Transmissão vertical; Pré-natal; Gestante.”
ntrodução: A sífilis em gestante e a sífilis congênita são indicadores sensíveis de impacto para a saúde das mulheres e das crianças, considerado, portanto, um problema de saúde pública no Brasil, apesar dos avanços na cobertura do pré-natal e no acesso ao diagnóstico. Os dados epidemiológicos demostram uma tendência geral de crescimento da incidência de sífilis entre 2015 e 2023, apesar das oscilações observadas ao longo do período, alcançando seu maior valor em 2022, mesmo em regiões com cobertura de pré-natal ampliada, como é o caso do Distrito Federal. Nesse contexto, a persistência de casos de sífilis congênita indica falhas no diagnóstico oportuno, no tratamento adequado das gestantes e parceria, e na vigilância efetiva dos casos notificados. Objetivo: Analisar a tendência temporal da incidência e descrever as características sociodemográficas maternas, assistenciais, diagnósticas e de evolução dos casos notificados de sífilis congênita no Distrito Federal entre 2015 e 2023. Métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico, observacional, descritivo e temporal, realizado com dados secundários agregados dos casos notificados de sífilis congênita no Distrito Federal entre 2015 e 2023, provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). A população do estudo foi constituída pelos registros de notificações de sífilis congênita no Distrito Federal, referentes ao período de 1º de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2023, disponibilizados nas fontes consultadas. As variáveis investigadas abrangem características sociodemográficas, indicadores assistenciais maternos, Características relacionadas ao diagnóstico e à classificação, Evolução dos casos e Completude das informações. Resultado: Espera-se descrever a tendência temporal e o perfil epidemiológico dos casos notificados de sífilis congênita no Distrito Federal entre 2015 e 2023, segundo características sociodemográficas, clínicas e assistenciais. Análise descritiva. Essa abordagem permitirá identificar padrões temporais, mudanças na composição dos casos, indicadores assistenciais que permanecem desfavoráveis e problemas de completude. Também possibilitará discutir criticamente a linha de cuidado materno-infantil, especialmente a diferença entre acesso formal ao pré-natal e diagnóstico oportuno. Pretende-se, ainda, gerar evidências que subsidiem o aprimoramento da vigilância epidemiológica e da atenção materno-infantil no Distrito Federal.