Toward a Politics of Intensity: Critique, Ideology, and the Libidinal Economy in Lyotard’s Thought
Lyotard; ideologia; economia libidinal; Marx; capitalismo; teoria crítica.
Esta tese examina o percurso filosófico de Jean-François Lyotard entre 1954 e 1974, culminando na obra Economia Libidinal, com o propósito de analisar como sua crítica à ideologia se transforma em diálogo com o marxismo, o estruturalismo, a fenomenologia, a hermenêutica e a psicanálise freudiana. O argumento central da investigação sustenta que a proposta lyotardiana de uma economia libidinal reconfigura de maneira decisiva o conceito marxiano de ideologia, tradicionalmente concebido como “falsa consciência”. Ao acompanhar o percurso de Lyotard nos debates em torno da ideologia — desde as críticas iniciais à instrumentalização política até a ênfase posterior no desejo, nas intensidades e na materialidade do capitalismo — o estudo evidencia como a perspectiva libidinal desestabiliza a lógica binária de ocultamento/revelação presente na teoria marxista clássica. Nesse horizonte, Lyotard repensa o capitalismo como uma “película efêmera”, destituída de interior oculto, fazendo da ideologia não uma deformação da realidade, mas uma força dinâmica que opera em meio a uma rede de fluxos afetivos e econômicos. Por meio de uma análise interdisciplinar, a tese defende que a guinada libidinal de Lyotard impõe uma reconfiguração radical do papel da ideologia, deslocando o eixo da crítica da alienação para a exploração dos mecanismos desejantes que sustentam e, simultaneamente, perturbam as estruturas sociais.