Projeto Pedagógico do Curso

O perfil almejado de formandos é caracterizado pelas competências e habilidades que, segundo as DCN, devem ser desenvolvidas durante a formação inicial e segue durante a vida acadêmica do aluno. Esse perfil visa, em primeiro lugar, o domínio linguístico/comunicativo: O objetivo do curso de Letras é formar profissionais interculturalmente competentes, capazes de lidar, de forma crítica, com as linguagens, especialmente a verbal, nos contextos oral e escrito, e conscientes de sua inserção na sociedade e das relações com o outro. Independentemente da modalidade escolhida, o profissional em Letras deve ter domínio do uso da língua ou das línguas que sejam objeto de seus estudos, em termos de sua estrutura, funcionamento e manifestações culturais, além de ter consciência das variedades linguísticas e culturais. (Parecer CNE/CES 492, 2001, p. 30) Em segundo lugar, enfatiza-se a capacidade do graduando de refletir sobre sua própria formação e sobre o objeto do estudo e temas afins: Deve ser capaz de refletir teoricamente sobre a linguagem, de fazer uso de novas tecnologias e de compreender sua formação profissional como processo contínuo, autônomo e permanente. A pesquisa e a extensão, além do ensino, devem articular-se neste processo. O profissional deve, ainda, ter capacidade de reflexão crítica sobre temas e questões relativas aos conhecimentos linguísticos e literários. (Parecer CNE/CES 492, 2001, p. 30). Nesse contexto, o curso de Letras - Língua e Literatura Japonesa foi concebido como locus de formação de profissionais para atuar de maneira reflexiva e analítica em relação à linguagem como fenômeno psicológico, educacional, social, histórico, cultural, político e ideológico, com visão crítica das perspectivas teóricas adotadas nas investigações linguísticas e literárias, que fundamentam sua formação profissional.

A matriz curricular do curso de Letras - Língua e Literatura Japonesa da Universidade de Brasília pretende que seus discentes desenvolvam, ao longo do curso, múltiplas competências e habilidades, referidas no item dos Conteúdos Curriculares, dentre as quais se destacam: 1. domínio do uso da língua japonesa oral e escrita, em termos de recepção e produção de textos; 2. reflexão analítica e crítica sobre a linguagem como fenômeno psicológico, educacional, social, histórico, cultural, político e ideológico; 3. visão crítica das perspectivas teóricas adotadas nas investigações linguísticas e literárias que fundamentam sua formação profissional; 4. exercício profissional atualizado, de acordo com a dinâmica do mercado de trabalho; 5. percepção de diferentes contextos interculturais e multiculturais; 6. formação de professores capazes de atuar no ensino de japonês como LE (língua estrangeira) e L1/L2 (primeira e segunda língua); 7. utilização de gêneros multimodais de ensino-aprendizagem de língua japonesa; 8. formação de uma consciência em educação ambiental e a educação em direitos humanos nas práticas pedagógicas e no cotidiano das salas de aula, de forma a potencializar a função da educação nas mudanças culturais e sociais, voltadas à construção da sustentabilidade socioambiental e proporcionar o desenvolvimento de habilidades e competências necessárias para promover, defender e aplicar os Direitos Humanos na vida cotidiana; 9. capacidade para prosseguir estudos especializados nas áreas de Literatura, Linguística e/ou Linguística Aplicada.

A metodologia de ensino utilizada na formação dos discentes do curso de Letras - Língua e Literatura Japonesa é, portanto, bastante variada, pois atende aos objetivos e às diversas necessidades das diferentes disciplinas ministradas, ao mesmo tempo em que busca propiciar ao discente um espaço de reflexão a respeito de questões educacionais, sociais, culturais e também pessoais. Entre as estratégias metodológicas incluem-se aulas expositivas, aulas teórico-práticas, seminários, debates, atividades em classe realizadas individualmente, em pares e em grupos, apresentações individuais, entre outras. Essas estratégias têm em comum a articulação de quatro princípios básicos: a. a interdisciplinaridade entre as diferentes áreas que dão suporte à formação de professores; b. o atendimento às diferentes formas de aprender dos sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem; c. a retroalimentação do processo de ensino-aprendizagem por meio da criação-reflexãorecriação de conhecimentos a partir dos próprios sujeitos do processo; e d. a prática da avaliação formativa, coerente com a concepção do processo de ensinoaprendizagem e com a noção de feedback, intensificando as oportunidades de desenvolvimento dos conhecimentos teórico-práticos dos sujeitos em interação no contexto acadêmico e pedagógico. Isso resulta na criação do que se conhece por cultura de avaliação constante em todos os processos.

Instituída pela Lei 10.861 de 14 de abril de 2004 que criou o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), e em consonância com a Resolução do Consuni nº 1, de 02 de fevereiro de 2009, a Comissão Própria de Avaliação (CPA) é responsável pelos processos de autoavaliação da Universidade de Brasília e pela sistematização e prestação das informações solicitadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Composta por representantes discentes, docentes, técnico-administrativos e da sociedade civil, a CPA também participa do processo de avaliação dos cursos de graduação. Por sua vez, a Coordenação de Avaliação do Ensino de Graduação (CAEG), subordinada ao Decanato de Graduação, é o órgão responsável por estudos de avaliação e de acompanhamento de indicadores de cursos de graduação da Universidade de Brasília. O processo avaliativo dos cursos de graduação contempla, além das etapas previstas no âmbito da avaliação do Inep, necessidades informacionais específicas da universidade. Suas ações visam, ainda, a contribuir para a reflexão sobre a importância da avaliação para o ensino de graduação na instituição. Os resultados das avaliações externas (principalmente as do Inep) são objeto de análise em vários segmentos da instituição, desde a Comissão Própria de Avaliação (CPA) - em nível de Reitoria - ao Núcleo Docente Estruturante (NDE) - em nível de curso. Os resultados das avaliações são, também, apreciados pelo Colegiado de Graduação, que se reúne periodicamente – e é constituído pela Direção do Curso (que preside o Colegiado), os Coordenadores de Graduação (de todas as habilitações), os Chefes dos Departamentos que formam o Instituto de Letras e representante discente – geralmente membro da diretoria do Centro Acadêmico. O NDE tem atuado em consonância com o disposto pela Resolução nº 01 de 17 de junho de 2010 da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (CONAES), na avaliação e no aprimoramento do curso, de modo a contribuir para o cumprimento do projeto pedagógico do curso. Busca tratar, em especial, àquele que tem relação direta com a organização da matriz curricular, a atribuição da carga horária das atividades complementares, as regulamentações de estágio obrigatório, o trabalho de conclusão de curso, o estágio não-obrigatório remunerado, a outorga antecipada de grau, entre outros. Assim, em concordância com a proposta fundadora descrita no Projeto Político Pedagógico Institucional da UnB, que se materializa também nas ações da CPA e da CAEG, o corpo docente do curso de Letras - Língua e Literatura Japonesa, a partir do seu NDE, juntamente com representantes do corpo discente, realiza seminários periódicos de autoavaliação, com a finalidade de refletir sobre o trabalho realizado e traçar metas quantitativase qualitativas para o aprimoramento do curso de Letras - Língua e Literatura Japonesa, atingíveis no curto, médio e longo prazo. Com relação à avaliação, as disciplinas (incluindo adequação de espaço físico e disponibilidade de material audiovisual e uso de tecnologias aplicadas à educação) bem como o desempenho docente são avaliados por meio de questionário eletrônico, respondido semestralmente pelos discentes – à época da matrícula via plataforma SIGÀ – relativo aos componentes curriculares que cursaram noperíodo anterior. Os resultados dessa consulta eletrônica são contabilizados pelo CEBRASPE/UnB e encaminhados semestralmente aos Departamentos, que os remetem aos docentes, como forma de autoavaliação. Os Colegiados da Unidade Acadêmica também têm a função de debater os resultados das avaliações. Sobre a avaliação dos docentes, entre os processos de autoavaliação conduzidos pela CPA, destaca-se àquela realizada pelos alunos da universidade. Os estudantes julgam itens divididos em quatro categorias: apoio institucional, disciplina, professor e autoavaliação, em uma escala de 1 a 5, sendo 1 insatisfatório e 5 excelente. A participação do discente é opcional. O questionário é disponibilizado no sistema digital de matrículas.

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