TRATAMENTO E DISPOSIÇÃO FINAL DE CHORUME DE ATERROS SANITÁRIOS: O CASO DE BRASÍLIA
Rio Melchior. Carga orgânica. Resíduos Sólidos. Efluente
Em 17 de fevereiro de 2017 foi inaugurado o Aterro Sanitário de Brasília (ASB), com720 mil metros quadrados, possuindo capacidade para o recebimento de 8,13 milhões de toneladas de resíduos e foi construído com tecnologias para evitar a contaminação de lençóis freáticos bem como a poluição sonora e atmosférica. A decomposição dos resíduos que chegam diariamente ao aterro gera o chorume, um líquido com alta carga poluente. Inicialmente esseefluente era armazenado em lagoas e o excedente tratado pela COMPANHIA DE SANEAMENTO DO DISTRITO FEDERAL (CAESB), na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Samambaia. Entretanto, em junho de 2019 a CAESB informou da impossibilidade de continuar com o recebimento do efluente e o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Autarquia responsável pela gestão do aterro sanitário, contratou uma empresa que realiza o tratamento desse efluente e em seguida o lança no Rio Melchior. Com isso, o presente trabalho teve comoobjetivo analisar o grau de aceitabilidade da qualidade dos efluentes lançados pela CAESB norio Melchior a partir de fevereiro de 2017, período que coincide com o envio do chorume do Aterro Sanitário de Brasília, que passou a ser misturado com os efluentes domésticos e industriais na ETE Samambaia e lançada no Rio Melchior após tratamento. Para tanto, a abordagem metodológica utilizada foi quali-quantitativa, analisando-se documentos de outorgas e dados fornecidos mensalmente e/ou bimestralmente pela ADASA-DF, pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU), pelo IBRAM e pela CAESB, esta última responsável pelo monitoramento dos corpos receptores das ETEs e que dispõe de análises de parâmetros físicos e químicos. Os dados foram selecionados através de análise por componentes principais e caracterizados por meio de uma análise estatística descritiva, com dados quali-quantitativosde vazão, demanda bioquímica de oxigênioDBO, demanda química de oxigênio-DQO, nitrogênio amoniacal, oxigênio dissolvido, pH, turbidez, alcalinidade, dureza, acidez, cloreto, fósforo, ferro indicaram que não houve alteração na qualidade do efluente da CAESB após a interrupção do recebimento, mistura e tratamento do chorume do Aterro Sanitário de Brasília, as análises mostraram ainda que o tratamento do Chorume realizado hoje pelo SLU possui alto padrão de eficiência que faz com que esse efluente tenha baixo potencial poluidor ao ser lançadono Rio Melchior.