Banca de DEFESA: PRISCILA TORRES DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : PRISCILA TORRES DA SILVA
DATA : 28/07/2026
HORA: 10:00
LOCAL: https://teams.microsoft.com/meet/299021602575328? p=te08Jz6IC3Z4reaQJZ
TÍTULO:

Artrite reumatoide no Brasil: acesso ao tratamento, cuidado em saúde e resultados sobre dor na perspectiva dos pacientes


PALAVRAS-CHAVES:

Acesso à saúde; Artrite reumatoide; Assistência farmacêutica; Autocuidado; Dor crônica.


PÁGINAS: 120
RESUMO:

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica associada à dor persistente, incapacidade funcional e necessidade de tratamento contínuo. Este estudo teve como objetivo analisar, na perspectiva de pessoas com doenças reumáticas no Brasil, especialmente artrite reumatoide, as relações entre acesso aos medicamentos, serviços farmacêuticos, práticas de autocuidado e resultados em saúde. Trata-se de um estudo transversal, observacional e quantitativo realizado por meio de questionário eletrônico aplicado entre maio e junho de 2025. Participaram 2.011 indivíduos com diagnóstico autorreferido de doenças reumáticas, dos quais 90,5% apresentavam artrite reumatoide. Observou-se predomínio de mulheres (94,4%), adultos entre 30 e 59 anos (74,4%) e indivíduos com renda familiar de até quatro salários-mínimos (75,9%). O Sistema Único de Saúde constituiu a principal via de acesso ao tratamento (56,7%), sendo que 69,3% recebiam medicamentos pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, demonstrando importante alcance das políticas públicas de acesso. Entretanto, apesar da ampla disponibilidade dos tratamentos, persistiram elevada carga de doença e importantes necessidades não atendidas. Cerca de 69% dos participantes relataram dor intensa (escore ≥7), 85,9% referiram impacto da dor na vida social, 70,7% nas atividades laborais e aproximadamente dois terços apresentavam limitações físicas e mobilidade reduzida. Também foram observadas elevada utilização de medicamentos para dor (91,0%), uso diário de analgésicos (45,7%) e automedicação (49,0%). Além disso, identificaramse fragilidades na assistência farmacêutica, caracterizadas pela baixa participação do farmacêutico como fonte de orientação, reduzida oferta de informações sobre o uso seguro dos medicamentos e limitado acesso a estratégias de reabilitação, como fisioterapia e terapia ocupacional. Conclui-se que, embora o acesso aos medicamentos esteja amplamente consolidado no Brasil, ele, isoladamente, não é suficiente para garantir melhores resultados em saúde. O fortalecimento do cuidado farmacêutico, da assistência multiprofissional, das estratégias de autocuidado e da reabilitação constitui elemento essencial para reduzir a carga da doença e melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida das pessoas com artrite reumatoide.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1041337 - IVAN RICARDO ZIMMERMANN - nullExterna ao Programa - 1304001 - MARIA CHRISTINA DOS SANTOS VERDAM - nullPresidente - 1012620 - RAFAEL SANTOS SANTANA
Externa à Instituição - SILVANA NAIR LEITE CONTEZINI - UFSC
Notícia cadastrada em: 08/07/2026 14:45
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