Banca de QUALIFICAÇÃO: SARA MERHJ

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : SARA MERHJ
DATA : 10/08/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de videoconferência
TÍTULO:

Empoderando a Arquitetura: Operacionalizando um Marco Multidimensional para o Design de Espaços Responsivos às Mulheres


PALAVRAS-CHAVES:

Arquitetura sensível ao gênero; A matriz de empoderamento multidimensional; Justiça espacial no Sul Global; Reduzindo a falta de tempo; Design participativo e sensível ao choque.


PÁGINAS: 67
RESUMO:

As práticas de arquitetura urbana no Sul Global que respondem às questões de gênero têm variado, mas concentram-se nos direitos das mulheres no âmbito do planejamento urbano, esquecendo a importância de se ter edifícios especificamente projetados para grupos de mulheres marginalizadas e vulneráveis, como refugiadas, sobreviventes de violência doméstica, aquelas privadas de educação ou assistência médica, entre outras. Essas mulheres sofrem de vulnerabilidades sobrepostas devido a estruturas excludentes que perpetuam as desigualdades de gênero nas esferas psicológica, econômica e política, ou às restrições de tempo resultantes dos encargos do cuidado não remunerado. Apesar dos extensos estudos feministas sobre empoderamento, justiça espacial, ética do cuidado e críticas ao design com perspectiva de gênero, os arquitetos precisam de uma estrutura sistemática, mensurável e em nível de edifício para traduzir as teorias de empoderamento em decisões de projeto concretas (como tamanho, distribuição e programação funcional) que garantam uma resposta inclusiva em termos de gênero em diversos contextos culturais e geográficos. Esta tese aborda essa questão através do desenvolvimento e ativação de uma matriz de capacitação de sete dimensões. A matriz integra as cinco dimensões básicas de Malhotra de 2002 : psicológica, social e cultural, econômica, jurídica e política, com a adição da dimensão espacial (os espaços representacionais de Levèvre, o trabalho coletivo de Cornwall e os ambientes participativos híbridos que promovem o sentimento de pertencimento) e da dimensão temporal (a ética do cuidado e a redução das restrições de tempo). A metodologia baseia-se numa abordagem indutiva qualitativa, em que cada dimensão é associada a uma das teorias feministas, à teoria espacial ou à crítica arquitetónica, sendo posteriormente ativada através de indicadores alternativos calibrados de acordo com as prioridades culturais e geográficas, permitindo assim uma adaptabilidade global. A matriz é aplicada a oito estudos de caso do Sul Global (Índia, Bangladesh, Israel, Ruanda, Marrocos, Malawi, Tanzânia e México) para derivar estratégias arquitetônicas bem-sucedidas, seguidas de verificação em campo em habitações de mulheres brasileiras para testar sua eficácia na prática e aprimorar os indicadores por meio de mapeamento espacial e temporal. Este quadro define padrões para o design arquitetônico sensível à questão de gênero, traduzindo o conceito de princípios de empoderamento em soluções e estratégias espaciais concretas e fornecendo aos pesquisadores uma ferramenta analítica para avaliar intervenções arquitetônicas. Além disso, fornece aos tomadores de decisão ferramentas que alcançam resultados tangíveis para a justiça social por meio de protocolos de design sensíveis a choques, que adotam uma abordagem participativa e resiliência cultural, aprimorando assim a independência, a segurança, a participação econômica e a influência cívica das mulheres em contextos frágeis.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - INÉS SÁNCHEZ DE MADARIAGA - UPM
Externa à Instituição - ANA GABRIELA GODINHO - MACKENZIE
Presidente - 1855707 - CAROLINA PESCATORI CANDIDO DA SILVA
Interna - 1746081 - LUCIANA SABOIA FONSECA CRUZ
Interna - 2447996 - MARIBEL DEL CARMEN ALIAGA FUENTES
Notícia cadastrada em: 03/07/2026 15:49
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